PF confirma custódia de dados de celular de Daniel Vorcaro
Polícia Federal informa ao STF que detém o material original extraído do celular de Daniel Vorcaro e pode compartilhar cópias com ministros.
Pontos principais
- A Polícia Federal esclareceu ao STF que o material original do celular de Daniel Vorcaro permanece sob sua custódia.
- Apenas uma cópia dos dados havia sido enviada anteriormente ao gabinete do ministro André Mendonça, em março.
- A corporação confirmou ter condições técnicas de produzir e encaminhar novas cópias aos ministros que solicitaram acesso.
- O ministro André Mendonça manifestou-se contra o compartilhamento, alegando risco de tumulto ao julgamento sobre Alexandre de Moraes.
- A defesa de Vorcaro solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a triagem dos dados para preservar informações íntimas e sigilosas.
- O julgamento que envolve questionamentos sobre o ministro Alexandre de Moraes está agendado para a próxima terça-feira (15).
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o conteúdo original extraído do celular de Daniel Vorcaro permanece sob custódia da instituição, com os lacres e a cadeia de custódia preservados. A corporação esclareceu que o material enviado ao gabinete do ministro André Mendonça em março tratava-se apenas de uma cópia, e não do dispositivo ou dos dados originais, colocando-se à disposição para fornecer novas cópias aos demais ministros que solicitaram acesso ao conteúdo.
O debate sobre o compartilhamento dos dados ocorre em um momento de tensão, às vésperas do julgamento marcado para a próxima terça-feira (15), que analisará questionamentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O ministro André Mendonça, relator do caso, posicionou-se contra a abertura e o compartilhamento amplo do material, argumentando que a medida poderia tumultuar o processo e comprometer investigações em curso sobre fraudes no Banco Master.
Em paralelo, a defesa de Daniel Vorcaro protocolou um pedido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, solicitando que seja realizada uma triagem nos dados antes de qualquer divulgação. Os advogados buscam proteger informações íntimas, documentos sob sigilo profissional e comunicações com familiares, citando como precedente o vazamento de mensagens privadas entre o ex-banqueiro e sua ex-namorada, Martha Graeff.
A Procuradoria-Geral da República defende que todos os integrantes da Corte tenham acesso integral ao material para garantir a paridade de armas no julgamento. Enquanto Fachin conduz a relatoria do processo, a Corte avalia como equilibrar o direito à privacidade do investigado com a necessidade de transparência e acesso às provas pelos magistrados responsáveis pela decisão.
Comentários
Carregando comentários...
