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Gilmar Mendes pede a Fachin acesso integral a celular de Daniel Vorcaro

Ministro solicita que o presidente do STF garanta acesso de todos os magistrados aos dados do celular de Vorcaro antes do julgamento marcado para o dia 15.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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12/09 às 07:45, atualizado 19:30

Pontos principais

  • Gilmar Mendes reforçou o pedido de acesso integral aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.
  • O ministro solicitou que Edson Fachin intervenha caso André Mendonça não libere o material.
  • O julgamento, agendado para 15 de setembro, analisará a conduta de Alexandre de Moraes.
  • André Mendonça, relator, afirma que o material está lacrado para preservar investigações.
  • A Procuradoria-Geral da República também defende o compartilhamento total dos dados.
  • Fachin deu prazo de 24 horas para a Polícia Federal informar sobre a custódia do aparelho.
  • Moraes acusou Mendonça de realizar um levantamento seletivo de sigilo no caso.
  • O acesso desigual aos dados é apontado como um entrave à paridade entre os ministros.
  • Mendonça sustenta que possui apenas uma cópia de segurança lacrada em seu gabinete.

O ministro Gilmar Mendes intensificou a pressão no Supremo Tribunal Federal ao solicitar formalmente ao presidente da Corte, Edson Fachin, que garanta a todos os ministros o acesso integral aos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O pedido, que reforça solicitações anteriores feitas pelos ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, visa assegurar que todos os integrantes do tribunal possuam as mesmas informações antes do julgamento da Petição 16.662, marcado para o próximo dia 15 de setembro.

No centro do embate está a resistência do relator do caso, o ministro André Mendonça, em disponibilizar a íntegra do material. Mendonça argumenta que o acesso irrestrito poderia comprometer investigações em curso e futuras operações da Polícia Federal, ressaltando que mantém apenas uma cópia de segurança lacrada em seu gabinete, enquanto o aparelho original permanece sob custódia da corporação. O relator defende que os elementos de informação já disponíveis são suficientes para a análise do plenário.

Em resposta à crescente controvérsia, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que a Polícia Federal preste esclarecimentos em um prazo de 24 horas sobre a custódia e o estado atual do dispositivo. A medida busca dirimir dúvidas sobre a integridade do material e facilitar a tomada de decisão da Corte. A Procuradoria-Geral da República, liderada por Paulo Gonet, também reiterou a necessidade de liberação dos dados, sustentando que o acesso assimétrico prejudica a colegialidade e a igualdade de condições entre os magistrados.

O caso ganhou contornos de crise interna após o ministro Alexandre de Moraes acusar Mendonça de conduzir o processo de forma seletiva, sugerindo que a restrição ao conteúdo protege determinados interesses políticos. A tensão reflete a complexidade do julgamento, que deve analisar a validade de um relatório da Polícia Federal contendo mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes, além de pedidos da PGR para anular diligências específicas.

Este impasse coloca em xeque a dinâmica de julgamento do tribunal, com Gilmar Mendes sugerindo que, caso o relator não forneça o material, a Presidência do STF deve requisitar as cópias diretamente à Polícia Federal. A expectativa é que a decisão de Fachin sobre o acesso aos dados defina o tom da sessão extraordinária, que é considerada um momento decisivo para a análise da conduta dos ministros envolvidos no caso Banco Master.

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