Dino centraliza investigação sobre filme 'Dark Horse' no STF
O ministro Flávio Dino unificou no STF as investigações sobre o filme 'Dark Horse', apontando que Mario Frias enviou R$ 645,4 mil à produtora do longa em valor incompatível com sua renda declarada, além de indícios de ligação com o PCC.
Pontos principais
- O ministro Flávio Dino proibiu que Mario Frias e outros 28 investigados, 29 ao todo, deixem o país e determinou a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.
- A Operação Make Up cumpriu mandados de busca e apreensão contra 53 alvos: 29 pessoas físicas e 24 empresas.
- Segundo a decisão, Mario Frias, produtor executivo de 'Dark Horse', enviou R$ 645,4 mil à produtora Go Up Entertainment entre outubro e dezembro de 2025, período das gravações, valor incompatível com seus rendimentos declarados de R$ 44 mil mensais.
- A decisão liga o esquema ao PCC: Alex Leandro Bispo dos Santos, apontado pela inteligência policial como membro relevante da facção, era sócio único da Urban Connect (ex-Favela Conectada), contratada pelo ICB no wi-fi público de São Paulo por R$ 12 milhões, e ficou preso por feminicídio entre fevereiro e agosto deste ano.
- O STF suspendeu as atividades econômicas do Instituto Conhecer Brasil e da Academia Nacional de Cultura e baniu 22 empresas de licitar ou contratar com o poder público.
- Dino unificou as apurações da Polícia Civil de SP e da PF sob competência do STF, citando um só sistema delitivo de dimensão interestadual.
- Marcos Pollon também é citado na decisão; a deputada Bia Kicis aparece apenas por ter recebido R$ 500 do próprio Mario Frias, sem ser alvo da investigação.
- A PF apura peculato, fraude em licitação, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa no projeto.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a centralização das investigações sobre o filme 'Dark Horse' na esfera federal, unificando inquéritos que tramitavam na Polícia Civil de São Paulo e na Polícia Federal. Na decisão de 150 páginas, assinada em 3 de setembro, Dino aponta que o próprio Mario Frias, produtor executivo do longa sobre Jair Bolsonaro, enviou R$ 645,4 mil à produtora Go Up Entertainment entre outubro e dezembro de 2025, período das gravações, valor incompatível com seus rendimentos declarados de R$ 44 mil mensais. Para o ministro, isso faz de Frias participante ativo do esquema, e não apenas autor de emendas parlamentares desviadas por terceiros.
A decisão também aponta indícios de ligação com o PCC: Alex Leandro Bispo dos Santos, apontado pela inteligência policial como integrante da facção, era sócio da Urban Connect (ex-Favela Conectada), contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) no contrato de R$ 12 milhões de wi-fi público em São Paulo. Como parte das medidas cautelares da Operação Make Up, o ministro determinou que Mario Frias e outros 28 investigados entreguem seus passaportes e não deixem o país. A operação cumpriu mandados contra 53 alvos, 29 pessoas físicas e 24 empresas, suspendeu as atividades econômicas do ICB e da Academia Nacional de Cultura e barrou 22 empresas de licitar com o poder público. Uma investigação paralela, sob relatoria do ministro André Mendonça, segue analisando o possível envolvimento de verbas do Banco Master no mesmo projeto.
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