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Dino levanta sigilo de investigação sobre Mário Frias e caso Dark Horse

Ministro do STF tornou público inquérito que apura desvios de verbas públicas e possíveis conexões com o PCC envolvendo o deputado Mário Frias.

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Foto: G1 Política
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13/09 às 11:15, atualizado 14:01

Pontos principais

  • Flávio Dino unificou inquéritos que investigam desvios de emendas parlamentares e verbas da Prefeitura de São Paulo.
  • A investigação aponta o deputado Mário Frias como possível líder de um esquema de ocultação de recursos.
  • Documentos indicam suspeitas de vínculos entre o grupo investigado e a facção criminosa PCC.
  • PF suspeita que recursos públicos foram usados para financiar a cinebiografia 'Dark Horse'.
  • Mário Frias negou irregularidades e classificou as acusações como uma cortina de fumaça.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o levantamento do sigilo de investigações que apuram um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo o deputado federal Mário Frias. A decisão unificou inquéritos que tramitavam sob relatoria do magistrado, concentrando apurações sobre a gestão de emendas parlamentares e contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo. Segundo os autos, a Polícia Federal investiga a existência de um circuito financeiro fechado que teria beneficiado o parlamentar e entidades como o Instituto Conhecer Brasil.

As investigações, que ganharam notoriedade sob o nome de caso Dark Horse, apontam indícios de que o deputado exercia papel de liderança na estrutura criminosa, com movimentações financeiras incompatíveis com sua renda declarada. Entre as suspeitas levantadas pelos investigadores, destaca-se a possível destinação de verbas públicas para o financiamento da cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de conexões com a facção criminosa PCC. O ministro ordenou que todo o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo, incluindo dispositivos eletrônicos e documentos, seja transferido para a custódia da Polícia Federal para a continuidade das diligências.

Em resposta às revelações, Mário Frias negou qualquer irregularidade em suas atividades parlamentares ou financeiras. O deputado classificou a operação como uma cortina de fumaça e afirmou que confia no arquivamento do processo após o devido esclarecimento dos fatos perante a Justiça.

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