Empresários articulam manifesto por código de conduta no STF
Grupo de empresários pressiona o presidente do STF, Edson Fachin, por novas regras de decoro após revelações envolvendo o Banco Master e Alexandre de Moraes.
Pontos principais
- Empresários organizam um novo manifesto para exigir a implementação de um código de conduta para ministros do STF.
- A mobilização foi motivada por mensagens reveladas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
- O grupo busca pressionar o presidente da Corte, Edson Fachin, por maior transparência e parâmetros éticos claros.
- As suspeitas no Caso Master incluem contratos milionários com escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros.
- O debate retoma uma iniciativa de 2025 que reuniu nomes como Armínio Fraga e Salim Mattar em prol da ética no Judiciário.
- Lideranças do setor privado alertam que a crise institucional pode afetar a confiança nas instituições e o custo do crédito no país.
Um grupo de empresários brasileiros iniciou a articulação de um novo manifesto voltado a pressionar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pela adoção de um código de conduta rigoroso para os magistrados da Corte. A iniciativa ganha força após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações do chamado Caso Master. O movimento reflete uma preocupação crescente do setor privado com a integridade das instituições e seus reflexos na estabilidade econômica do país.
O documento em discussão busca retomar pautas de transparência ética que já haviam sido levantadas em dezembro de 2025, quando cerca de 200 signatários, incluindo figuras de peso como Armínio Fraga e Salim Mattar, pediram maior decoro no Judiciário. Além das mensagens entre Moraes e Vorcaro, o cenário é agravado por denúncias envolvendo contratos de R$ 130 milhões entre o Banco Master e escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros, além de episódios como viagens particulares de integrantes da Corte. Empresários argumentam que a falta de clareza nas regras de conduta prejudica a percepção de segurança jurídica, podendo impactar negativamente a atividade econômica e o ambiente de negócios nacional.
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InfoMoney • 4 set, 19:23
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Times Brasil • 4 set, 13:32
