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Empresários articulam manifesto por código de conduta no STF

Grupo de empresários pressiona o presidente do STF, Edson Fachin, por novas regras de decoro após revelações envolvendo o Banco Master e Alexandre de Moraes.

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Foto: Times Brasil
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04/09 às 10:45, atualizado 22:01

Pontos principais

  • Empresários organizam um novo manifesto para exigir a implementação de um código de conduta para ministros do STF.
  • A mobilização foi motivada por mensagens reveladas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
  • O grupo busca pressionar o presidente da Corte, Edson Fachin, por maior transparência e parâmetros éticos claros.
  • As suspeitas no Caso Master incluem contratos milionários com escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros.
  • O debate retoma uma iniciativa de 2025 que reuniu nomes como Armínio Fraga e Salim Mattar em prol da ética no Judiciário.
  • Lideranças do setor privado alertam que a crise institucional pode afetar a confiança nas instituições e o custo do crédito no país.

Um grupo de empresários brasileiros iniciou a articulação de um novo manifesto voltado a pressionar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pela adoção de um código de conduta rigoroso para os magistrados da Corte. A iniciativa ganha força após a divulgação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, no âmbito das investigações do chamado Caso Master. O movimento reflete uma preocupação crescente do setor privado com a integridade das instituições e seus reflexos na estabilidade econômica do país.

O documento em discussão busca retomar pautas de transparência ética que já haviam sido levantadas em dezembro de 2025, quando cerca de 200 signatários, incluindo figuras de peso como Armínio Fraga e Salim Mattar, pediram maior decoro no Judiciário. Além das mensagens entre Moraes e Vorcaro, o cenário é agravado por denúncias envolvendo contratos de R$ 130 milhões entre o Banco Master e escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros, além de episódios como viagens particulares de integrantes da Corte. Empresários argumentam que a falta de clareza nas regras de conduta prejudica a percepção de segurança jurídica, podendo impactar negativamente a atividade econômica e o ambiente de negócios nacional.

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