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TRF1 derruba liminar e mantém imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Decisão do TRF1 atende recurso da União e restabelece a cobrança do tributo de 12% sobre exportações de petróleo, garantindo a continuidade da arrecadação.

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Foto: G1 - Economia
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01/09 às 11:15, atualizado 19:01

Pontos principais

  • O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) reverteu a liminar que suspendia a alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.
  • A decisão atendeu a um recurso da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da Advocacia-Geral da União (AGU).
  • A liminar original, emitida pela Justiça Federal do DF, havia sido solicitada pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP).
  • O imposto foi estabelecido pela Resolução Gecex nº 938/2026 após a perda de eficácia da Medida Provisória 1.340/2026.
  • A Receita Federal informou que o tributo já arrecadou R$ 7,98 bilhões aos cofres públicos até julho.
  • O governo federal utiliza a receita para compensar perdas causadas pela subvenção ao óleo diesel e manter a estabilidade fiscal.
  • O desembargador Roberto Carvalho Veloso argumentou que a alteração da alíquota pelo Executivo é um ato regulatório legítimo.

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) derrubou, nesta semana, a liminar que impedia a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A decisão atende a um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU), que argumentou que a suspensão do tributo representava um risco direto à estabilidade fiscal e ao planejamento estatal. O desembargador federal Roberto Carvalho Veloso, responsável pela decisão, entendeu que a competência do Poder Executivo para ajustar alíquotas de impostos regulatórios é legítima e não configura burla ao processo legislativo, revertendo o entendimento anterior da 17ª Vara Federal do Distrito Federal.

A manutenção do tributo é considerada estratégica pelo governo federal, que utiliza a arrecadação para compensar perdas de receita decorrentes da subvenção ao óleo diesel. Segundo dados da Receita Federal, o imposto já gerou R$ 7,98 bilhões aos cofres da União até julho. A medida, que foi prorrogada por mais 60 dias a partir de 8 de setembro, também é defendida pelo governo como um mecanismo de proteção aos consumidores brasileiros contra a volatilidade dos preços internacionais do petróleo em um cenário de instabilidade geopolítica.

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