Taxas de juros futuros recuam com dados do PIB e cenário eleitoral
O mercado financeiro reduziu as taxas de juros futuros após dados fracos do PIB e a percepção de equilíbrio na disputa eleitoral brasileira.
Pontos principais
- As taxas de juros futuros registraram queda, com o vértice longo recuando mais de 10 pontos-base.
- O PIB do segundo trimestre cresceu 0,5%, mas a fragilidade da demanda interna reforçou apostas em cortes na Selic.
- Pesquisas eleitorais indicando equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro trouxeram otimismo ao mercado.
- Economistas estimam 100% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na Selic em setembro.
- O recuo das taxas ocorreu apesar da alta de 5% no petróleo e das tensões geopolíticas entre EUA e Irã.
As taxas de juros futuros no Brasil apresentaram queda nesta sessão, impulsionadas por indicadores econômicos que sinalizam uma desaceleração na demanda doméstica. O crescimento de 0,5% do PIB no segundo trimestre foi interpretado pelo mercado como um sinal de fragilidade, o que reforçou as expectativas de que o Banco Central iniciará um ciclo de cortes na taxa Selic. Atualmente, economistas projetam uma probabilidade de 100% para uma redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião de setembro. Paralelamente, o cenário eleitoral equilibrado entre Lula e Flávio Bolsonaro contribuiu para a melhora no humor dos investidores. Esse movimento de alívio na curva de juros prevaleceu mesmo diante de um cenário externo adverso, marcado pela alta de 5% nos preços do petróleo e pelo aumento das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
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