Mendonça abre PGR e Plenário do STF a mensagens de Vorcaro
Em despacho na PET 16.662, André Mendonça abre vista à PGR sobre mensagens de Daniel Vorcaro com interlocutor ainda não identificado, determina o levantamento do sigilo do processo e diz que o caso irá ao Plenário do STF.
Pontos principais
- O despacho é de 1º de setembro, na Petição (PET) 16.662, autuada de forma autônoma depois de Mendonça desentranhar o material da petição original, a PET 15.556.
- Segundo o texto, os diálogos do celular de Daniel Bueno Vorcaro são travados com um interlocutor que o próprio despacho chama de 'até então, não identificado' — não há menção nominal a Paulo Gonet, Andrei Rodrigues ou Alexandre de Moraes, ao contrário do que a cobertura do caso vinha atribuindo às mensagens.
- As trocas indicam que Vorcaro teve conhecimento prévio de investigações penais e de apurações do Banco Central que lhe seriam prejudiciais, e que demandava intervenção junto a autoridades públicas envolvidas nesses processos.
- O material integra a Operação Compliance Zero: a terceira fase ostensiva foi deflagrada em 4 de março de 2026 e a sexta, em 14 de maio de 2026.
- A PF já apontava que Vorcaro teria montado uma rede de monitoramento e influência com potencial infiltração em instâncias elevadas de instituições da República.
- Mendonça abriu vista dos autos à PGR para manifestação e afirmou que, independentemente do que a Procuradoria disser, o caso seguirá inevitavelmente ao Plenário do STF, em sessão presencial e pública a ser marcada pelo presidente Edson Fachin.
- Com base na garantia constitucional de publicidade dos atos judiciais (art. 93, IX, e art. 5º, LX, da Constituição), o relator determinou o levantamento do sigilo dos autos.
- O Banco Master, de propriedade de Vorcaro, foi liquidado pelo Banco Central no ano passado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero, abriu vista à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se manifeste sobre diálogos do ex-banqueiro Daniel Bueno Vorcaro reproduzidos em informações de polícia judiciária extraídas do celular apreendido com ele. Segundo o despacho de 1º de setembro, na Petição (PET) 16.662, os diálogos são travados com um interlocutor que o próprio texto descreve como até então não identificado. O documento relata que as trocas mostram que Vorcaro teve conhecimento prévio de investigações penais e de apurações do Banco Central que lhe seriam prejudiciais, e que ele demandava intervenção junto a autoridades públicas envolvidas nesses processos. O material integra a Operação Compliance Zero, cujas terceira e sexta fases foram deflagradas em 4 de março e 14 de maio de 2026; a PF já apontava que Vorcaro teria montado rede de monitoramento e influência com potencial infiltração em instâncias elevadas de instituições da República. Diante disso, Mendonça determinou o desentranhamento do material da petição original (PET 15.556) para autuação autônoma como PET 16.662, e afirmou que, independentemente da manifestação da PGR, o caso seguirá inevitavelmente ao Plenário do STF, em sessão presencial e pública a ser marcada pelo presidente Edson Fachin. Com base na garantia constitucional de publicidade dos atos judiciais (art. 93, IX, e art. 5º, LX, da Constituição), o relator também determinou o levantamento do sigilo dos autos.
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