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Mendonça e PF definem 60 dias para análise do caso Master e Vorcaro depõe no Senado em 3 de março

O ministro André Mendonça (STF) e a PF estabeleceram 60 dias para analisar o material apreendido no Caso Master, antes de decidir sobre a competência do processo. Daniel Vorcaro deporá no Senado em 3 de março.

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Foto: G1 Política
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23/02 às 17:01 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • O ministro André Mendonça (STF) e a Polícia Federal definiram um prazo de 60 dias para analisar o material apreendido no Caso Master.
  • Após a análise, será decidida a competência do caso, se permanece no STF ou é remetido a instâncias inferiores, com tendência de permanência no Supremo.
  • Mendonça se reuniu novamente com a PF para receber um relatório detalhado e autorizou a retomada do fluxo ordinário da investigação.
  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo da Operação Compliance Zero, deporá presencialmente na CAE do Senado em 3 de março.
  • A Polícia Federal investiga possíveis conexões políticas de Daniel Vorcaro que teriam beneficiado o Banco Master.
  • As investigações do Caso Master apontam para fraudes que podem totalizar R$ 17 bilhões, envolvendo a concessão de créditos falsos.
  • Mendonça proibiu Vorcaro, em prisão domiciliar, de usar seu jato particular para a viagem a Brasília.
  • A mudança de relatoria para André Mendonça foi bem recebida no STF, reduzindo a exposição da Corte.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a Polícia Federal estabeleceram um prazo de 60 dias para a análise do vasto material apreendido no Caso Master. Após esse período, será tomada a decisão sobre a competência do processo, ou seja, se ele permanecerá sob a alçada do STF ou será remetido a instâncias inferiores. A tendência, segundo integrantes da Corte, é que o caso continue sob análise do Supremo, especialmente devido às investigações da PF sobre possíveis conexões políticas de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que poderiam ter beneficiado a instituição. Mendonça, que assumiu a relatoria em 12 de fevereiro, já se reuniu novamente com a PF para receber um relatório atualizado das apurações e determinou a retomada do "fluxo ordinário" da investigação, incluindo perícias e depoimentos.

Paralelamente, Daniel Vorcaro, figura central na Operação Compliance Zero, terá seu depoimento presencial na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal em 3 de março. O depoimento, inicialmente agendado para 24 de fevereiro, foi adiado. Mendonça, relator do caso, proibiu Vorcaro, que está em prisão domiciliar em São Paulo, de utilizar seu jato particular para a viagem a Brasília. Diferentemente de sua postura na CPMI do INSS, Vorcaro tem demonstrado interesse em colaborar com a CAE, indicando que considera este um foro mais adequado para prestar esclarecimentos sobre o esquema.

As investigações do Caso Master, que teve Daniel Vorcaro e outros como alvo da Operação Compliance Zero em novembro de 2025, apontam para um esquema bilionário de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. As fraudes podem totalizar R$ 17 bilhões, envolvendo a concessão de créditos falsos pelo Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). A perícia do caso Master envolve cerca de 100 dispositivos eletrônicos, exigindo grande dedicação dos peritos. A mudança de relatoria para André Mendonça foi bem recebida no STF, reduzindo a exposição da Corte, e a expectativa é que o primeiro inquérito sobre a oferta de compra do Master pelo BRB seja finalizado em breve.

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