Governo brasileiro não prevê solução rápida para tarifas dos EUA
Negociações técnicas entre Brasil e EUA recomeçam na próxima segunda-feira, mas governo brasileiro mantém cautela sobre um acordo de curto prazo.
Pontos principais
- EUA impuseram sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, com adicional de 12,5% por alegações de práticas comerciais desleais.
- Reunião virtual preparatória entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial americano, Jamieson Greer, ocorre em 31 de agosto.
- Brasil avalia reduzir tarifas sobre etanol americano em troca de maior acesso para o açúcar brasileiro no mercado dos EUA.
- Governo brasileiro iniciou estudos para implementar medidas de reciprocidade caso as negociações não avancem nos próximos meses.
O governo brasileiro mantém uma postura cautelosa quanto à resolução das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, que atingem 25% sobre diversos produtos nacionais, com um adicional de 12,5% sob acusações de práticas comerciais desleais e falhas na fiscalização trabalhista. Embora uma rodada de negociações técnicas esteja agendada para o dia 31 de agosto entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial americano, Jamieson Greer, a expectativa oficial é de que um acordo seja improvável antes das eleições de outubro. Para tentar reverter o cenário, o Brasil estuda uma proposta de troca de concessões, que envolveria a redução de tarifas sobre o etanol importado dos EUA em troca de uma abertura maior para o açúcar brasileiro. Caso o diálogo não apresente resultados concretos, o governo já prepara medidas de reciprocidade para proteger a balança comercial.
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