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PF pede mais 60 dias para investigar diretores do BRB no caso Master

A Polícia Federal solicitou ao STF a prorrogação do inquérito que apura irregularidades em operações entre o BRB e o Banco Master, envolvendo novos diretores.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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21/08 às 14:46, atualizado 20:02

Pontos principais

  • A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF, mais 60 dias para concluir o inquérito.
  • Novos integrantes da diretoria do BRB foram identificados como suspeitos de participação nas irregularidades.
  • Investigações apontam falhas de governança, descumprimento de normas internas e concentração de risco nas operações.
  • Perícias identificaram inconsistências documentais e falta de lastro em carteiras de crédito negociadas com o Banco Master.
  • A corporação aguarda documentos do Banco Central para dimensionar os prejuízos efetivos ao BRB.
  • O inquérito busca individualizar a responsabilidade de membros da Diretoria Colegiada do banco.
  • O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, segue preso preventivamente após ter delação rejeitada.

A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma prorrogação de 60 dias para finalizar as investigações da Operação Compliance Zero, que apura supostas irregularidades em transações bilionárias entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. O pedido, endereçado ao ministro André Mendonça, relator do caso, justifica-se pela necessidade de aprofundar a apuração sobre a conduta de novos diretores do BRB identificados no curso do inquérito. A corporação busca agora individualizar as responsabilidades de integrantes da Diretoria Colegiada do banco.

As investigações concentram-se na compra de carteiras de crédito pelo BRB, que totalizaram cerca de R$ 12 bilhões. Laudos periciais anexados aos autos apontaram fragilidades severas de governança, descumprimento de normativos internos e a ausência de lastro em ativos negociados, como os da empresa Tirreno Consultoria. Segundo a PF, a estrutura operacional da empresa era incompatível com o volume financeiro das operações repassadas ao banco, levantando suspeitas sobre a legitimidade das transações.

O avanço da investigação depende agora da análise de novos materiais e depoimentos, além da obtenção de documentos cruciais junto ao Banco Central. Estes registros são considerados fundamentais para que a Polícia Federal possa calcular com precisão o prejuízo causado ao BRB e finalizar o relatório que deve indiciar os envolvidos, incluindo o empresário Daniel Vorcaro. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, permanece sob custódia preventiva, uma vez que a Procuradoria-Geral da República rejeitou sua proposta de delação premiada.

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