A Polícia Federal (PF) instaurou inquéritos para investigar gestão fraudulenta no BRB, envolvendo a compra do Banco Master e a aquisição "pulverizada" de ações do BRB por empresários ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos, suspeitando de ocultação de identidade dos compradores.
A Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar eventual gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB), instituição financeira ligada ao governo do Distrito Federal. A investigação se soma ao cenário de pressão sobre o BRB, que entregou à PF e ao Banco Central um relatório preliminar de auditoria com "achados relevantes" sobre o caso Banco Master. Este documento, elaborado pelo escritório Machado & Meyer com suporte da Kroll, é considerado crucial para as investigações em curso sobre as suspeitas de fraudes bilionárias e gestão temerária envolvendo a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, que o BRB havia proposto comprar em março do ano passado.
Paralelamente, o BRB tem até esta sexta-feira (5) para apresentar ao Banco Central um plano de recomposição de seu balanço em pelo menos R$ 5 bilhões, visando garantir sua solidez e credibilidade no mercado. Essa medida é uma resposta às inconsistências identificadas na aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, que as teria revendido ao BRB sem efetuar o pagamento original, gerando prejuízos potenciais. A investigação da Polícia Federal apura indícios de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa na venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB, cujo valor varia entre R$ 12,2 bilhões e R$ 17 bilhões. A compra dessas carteiras sem garantia resultou em possíveis prejuízos de até R$ 5 bilhões para o BRB, que busca recuperar créditos e ressarcir os valores.
Além disso, a PF abriu um novo inquérito para investigar a aquisição "pulverizada" de ações do BRB por empresários ligados ao Banco Master e à Reag Investimentos, incluindo Daniel Vorcaro, Maurício Quadrado e João Carlos Mansur. A suspeita é de gestão fraudulenta e ocultação da identidade dos compradores, uma vez que a compra das ações foi realizada por meio de fundos e estruturas intermediárias, dificultando o rastreamento. O inquérito foca no modelo de aquisição e na falta de comunicação dos compradores ao banco sobre sua condição de acionistas. A descoberta dessas ações em posse dos empresários veio de uma auditoria externa solicitada pela nova diretoria do BRB e foi enviada ao STF, BC e PF, indicando uma conexão entre os envolvidos na compra das ações do BRB e as operações suspeitas entre o BRB e o Banco Master.
Este inquérito da PF é um desdobramento das investigações que envolvem o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Em novembro, dirigentes do BRB foram alvo de busca e apreensão e afastados de seus cargos, após a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master por suspeitas de irregularidades. A informação sobre a abertura do inquérito foi confirmada à Reuters por uma fonte da corporação, e a notícia foi inicialmente revelada por veículos de imprensa brasileiros. O BRB não se manifestou imediatamente sobre o pedido de comentário. O inquérito é supervisionado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e relatado pelo ministro Dias Toffoli.
G1 Política • 4 fev, 04:01
G1 - Economia • 3 fev, 20:55
Agência Brasil - EBC • 3 fev, 15:31
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