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PF aponta fraude de R$ 12,2 bi em carteiras do Master vendidas ao BRB

Investigação detalha como funcionários do Banco Master teriam forjado documentos para sustentar operações de crédito fraudulentas com o BRB.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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12/09 às 12:45, atualizado 13/09 às 00:45

Pontos principais

  • Augusto Lima é apontado como o criador de carteiras de crédito fraudulentas.
  • O BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em Cédulas de Crédito Bancário consideradas falsas.
  • Auditoria estima prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões ao banco público.
  • PF encontrou evidências de manipulação de dados e documentos internos no Master.
  • Defesa de Augusto Lima nega participação nas negociações e irregularidades.

A Polícia Federal investiga a criação de carteiras de crédito fraudulentas pelo ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, que teriam sido repassadas ao Banco de Brasília (BRB). Segundo o inquérito, o banco público adquiriu R$ 12,2 bilhões em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem lastro real, gerando um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões. Documentos apreendidos na Operação Compliance Zero revelam que funcionários do Master teriam manipulado dados de clientes, procurações e termos de consentimento para viabilizar as operações.

Mensagens internas obtidas pelos investigadores indicam que gerentes orientavam a exclusão de datas e números de contratos para ocultar inconsistências, enquanto diretores instruíam a equipe a classificar falhas apontadas pela auditoria Deloitte como meros erros operacionais. A perícia da PF concluiu que o padrão das transações, que somam R$ 47,78 bilhões entre as instituições, configura gestão fraudulenta. Em nota, a defesa de Augusto Lima refutou as acusações, alegando que ele não participou das negociações e se desligou do Banco Master em maio de 2024.

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