PF aponta fraude de R$ 12,2 bi em carteiras do Master vendidas ao BRB
Investigação da Polícia Federal indica que ex-sócio do Banco Master teria criado CCBs falsas repassadas ao BRB, gerando prejuízo de R$ 5 bilhões.
Pontos principais
- Augusto Lima é apontado como o criador de carteiras de crédito fraudulentas.
- O BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em Cédulas de Crédito Bancário consideradas falsas.
- Auditoria estima prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões ao banco público.
- Investigadores identificaram pagamentos suspeitos entre o Master e a empresa de Lima.
- Defesa de Augusto Lima nega participação nas negociações e irregularidades.
A Polícia Federal investiga a criação de carteiras de crédito fraudulentas pelo ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, que teriam sido repassadas ao Banco de Brasília (BRB). Segundo o inquérito, o banco público adquiriu R$ 12,2 bilhões em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) que não possuíam lastro real. Auditorias preliminares estimam que a operação tenha causado um prejuízo de pelo menos R$ 5 bilhões à instituição financeira estatal.
Documentos e mensagens obtidos pela PF sugerem que executivos do BRB, incluindo o ex-presidente Paulo Henrique Costa, teriam conhecimento das irregularidades desde 2024. A investigação também aponta uma possível conexão entre pagamentos feitos pelo Master à empresa Terra Firme, controlada por Lima, e a liberação de recursos no BRB. Em nota, a defesa de Augusto Lima refutou as acusações, alegando que ele não participou das negociações e que se desligou do Banco Master em maio de 2024.
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