Mendonça avalia manter inquéritos sobre Lulinha no STF
O ministro André Mendonça planeja usar precedentes da corte para assegurar a relatoria de investigações contra Fábio Luís Lula da Silva no Supremo.
Pontos principais
- O ministro André Mendonça analisa a manutenção de dois inquéritos sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no STF.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à transferência dos processos para a primeira instância.
- A permanência no STF é defendida pela existência de mensagens que citam autoridades com foro privilegiado.
- Mendonça questiona a postura da PGR e da Polícia Federal, que não solicitaram a remessa à primeira instância em etapas anteriores.
- O magistrado determinou a apuração de novos vazamentos de dados sigilosos relacionados ao caso.
- Os inquéritos foram redistribuídos ao gabinete de Mendonça após tentativas da PGR de evitar sua relatoria.
- A estratégia do ministro envolve utilizar precedentes firmados pelo tribunal para justificar a competência da corte.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, articula a manutenção de inquéritos envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sob sua relatoria na Corte. Apesar de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) defender a remessa dos processos para a primeira instância, Mendonça planeja utilizar precedentes do tribunal para assegurar que o caso permaneça no STF. A justificativa central reside na presença de mensagens encontradas no celular da lobista Roberta Luchsinger, que mencionam autoridades com foro privilegiado, um ponto que o ministro considera que ainda não foi devidamente aprofundado pela Polícia Federal.
Além da disputa sobre a competência jurisdicional, o ministro determinou a investigação da origem de novos vazamentos de dados sigilosos que vieram a público recentemente. Mendonça tem demonstrado ceticismo quanto à atuação da PGR e da Polícia Federal, apontando que os órgãos não questionaram a permanência do caso no STF em fases anteriores do procedimento. O desenrolar dessas investigações ocorre em um cenário de incertezas políticas, com os inquéritos sendo acompanhados de perto devido ao seu potencial impacto no ambiente eleitoral de 2026 e na correlação de forças dentro do Judiciário.
