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Governo federal nega ser avalista de empréstimo ao BRB

Fazenda e AGU reafirmam que União cumpre acordo do STF e não garante operação do BRB, rebatendo críticas do governo do DF sobre atrasos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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21/08 às 19:31 · atualizado 21:15

Pontos principais

  • Ministério da Fazenda e AGU negam responsabilidade por atrasos na capitalização do BRB.
  • União reforça que não atuará como avalista ou garantidora da operação de crédito.
  • Governo federal sustenta que cumpre integralmente o acordo homologado pelo STF.
  • União atribui lentidão a questões técnicas entre o FGC e as instituições financeiras.
  • Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal foi disponibilizada para auxiliar nas tratativas.

O Ministério da Fazenda e a Advocacia-Geral da União (AGU) reiteraram que o governo federal não atua como avalista do Banco de Brasília (BRB). A manifestação responde a críticas do governo do Distrito Federal, que apontou supostos atrasos no socorro financeiro à instituição. Segundo o Executivo federal, a União tem cumprido rigorosamente o acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sem assumir riscos adicionais de crédito ou garantias sobre a operação. Em nota técnica, a Fazenda esclareceu que a dispensa de exigências fiscais não elimina os riscos inerentes ao negócio, que permanecem sob responsabilidade do banco e do ente regional.

Quanto ao cronograma da capitalização, o governo federal atribui a demora a impasses técnicos e negociações diretas entre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e as instituições financeiras envolvidas. Para destravar o processo, a União disponibilizou a Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal, visando mediar as tratativas pendentes. O governo reforça que a apresentação de um plano de negócios viável aos bancos credores é uma etapa de responsabilidade exclusiva do BRB e do Distrito Federal, mantendo a posição de que sua participação no suporte à instituição não implica responsabilidade financeira como avalista.

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