Impasse sobre empréstimo de R$ 6,6 bi ao BRB chega ao STF
Governo do DF e União divergem no STF sobre responsabilidade por socorro financeiro ao Banco de Brasília, alvo de investigações da Polícia Federal.
Pontos principais
- A reunião de conciliação no STF tratou de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o saneamento financeiro do BRB.
- A governadora Celina Leão alega inércia federal, enquanto o Ministério da Fazenda nega responsabilidade da União na crise do banco.
- O Fundo Garantidor de Créditos exige a apresentação de balanços de 2025 e 2026 para avançar na análise do crédito.
- O BRB é alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes bilionárias na instituição.
O Supremo Tribunal Federal mediou uma audiência de conciliação entre o governo do Distrito Federal e a União para discutir o impasse sobre um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). A governadora Celina Leão defendeu que o DF cumpriu suas obrigações, acusando órgãos federais de inércia, enquanto o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, reiterou que a União não possui responsabilidade sobre a crise da instituição distrital. O cenário é agravado pela ausência de balanços financeiros atualizados e pela investigação da Polícia Federal na operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias. O Fundo Garantidor de Créditos mantém a concessão do aporte condicionada à transparência contábil, enquanto o governo local busca alternativas para contornar a resistência do mercado financeiro em atuar como avalista da operação.
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