AGU negocia aporte de R$ 6,6 bilhões para socorro ao BRB
Governo e bancos privados discutem garantias para viabilizar socorro financeiro ao Banco de Brasília e evitar riscos de liquidez.
Pontos principais
- O BRB busca um aporte de R$ 6,6 bilhões para recompor seu capital após perdas relacionadas a ativos do Banco Master.
- A operação depende de garantias do governo do Distrito Federal, que enfrentam resistência de bancos privados.
- Lula proibiu o socorro direto do Tesouro e tem evitado que Caixa e Banco do Brasil entrem na operação.
- O BRB quer concluir a capitalização até 31 de agosto para adequar-se às normas prudenciais e afastar riscos de liquidez.
A Advocacia-Geral da União (AGU) intensificou as negociações com representantes de grandes bancos e o Ministério da Fazenda para destravar um aporte de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). A instituição financeira enfrenta uma crise de liquidez agravada pela compra de ativos ligados ao Banco Master, resultando em um rombo estimado em pelo menos R$ 12 bilhões. O objetivo das tratativas é viabilizar o socorro via Fundo Garantidor de Créditos (FGC), garantido por ativos do governo do Distrito Federal.
As negociações enfrentam impasses devido à cautela dos bancos privados, que exigem garantias adicionais temendo a inconstitucionalidade de eventuais execuções em caso de default do governo distrital. Os bancos gostariam de uma sinalização mais clara do governo federal, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já proibiu o socorro direto do Tesouro Nacional e tem evitado que instituições financeiras públicas, como Caixa e Banco do Brasil, entrem diretamente na operação. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, relator do acordo entre a União e o governo do DF, não foi procurado por nenhuma das partes para tratar do tema; interlocutores do ministro apontam que o Supremo, após homologar o acordo, não tem o papel de fiscalizar seu cumprimento. O BRB quer concluir a capitalização até 31 de agosto, prazo com que espera adequar-se às normas prudenciais e afastar riscos à sua liquidez.
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