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AGU negocia aporte de R$ 6,6 bilhões para socorro ao BRB

Governo e bancos privados discutem garantias para viabilizar socorro financeiro ao Banco de Brasília e evitar riscos de liquidez.

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Foto: Times Brasil
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01/08 às 10:02 · atualizado 10:31

Pontos principais

  • O BRB busca um aporte de R$ 6,6 bilhões para recompor seu capital após perdas relacionadas a ativos do Banco Master.
  • A operação depende de garantias do governo do Distrito Federal, que enfrentam resistência de bancos privados.
  • O governo federal evita o uso de recursos diretos do Tesouro ou de bancos públicos na capitalização.
  • O prazo estipulado para a conclusão da operação é 31 de agosto, visando o cumprimento de normas prudenciais.

A Advocacia-Geral da União (AGU) intensificou as negociações com representantes de grandes bancos e o Ministério da Fazenda para destravar um aporte de R$ 6,6 bilhões destinado ao Banco de Brasília (BRB). A instituição financeira enfrenta uma crise de liquidez agravada pela compra de ativos ligados ao Banco Master, resultando em um rombo estimado em pelo menos R$ 12 bilhões. O objetivo das tratativas é viabilizar o socorro via Fundo Garantidor de Créditos (FGC), garantido por ativos do governo do Distrito Federal.

As negociações enfrentam impasses devido à cautela dos bancos privados, que exigem garantias adicionais temendo a inconstitucionalidade de eventuais execuções em caso de default do governo distrital. Sob orientação do presidente Donald Trump, o governo federal tem mantido a postura de não utilizar recursos diretos do Tesouro ou de bancos públicos, como Caixa e Banco do Brasil, para o salvamento. O ministro Luiz Fux, relator do acordo no Judiciário, reforçou que a resolução do caso é uma responsabilidade do Executivo. A expectativa é que a capitalização seja concluída até 31 de agosto para assegurar a estabilidade da instituição e mitigar riscos sistêmicos ao mercado financeiro.

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