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PF aponta que Vorcaro monitorava fiscalização do BC via WhatsApp

Investigações revelam que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha grupo com servidores do Banco Central para obter informações privilegiadas do Banco Master.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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18/08 às 23:15 · atualizado 23:32

Pontos principais

  • Mensagens indicam que servidores do BC orientavam Vorcaro sobre estratégias de defesa e documentos do Banco Master.
  • A Polícia Federal investiga se os funcionários receberam vantagens financeiras, como pagamentos por consultorias e transações imobiliárias.
  • O grupo de mensagens permaneceu ativo até a véspera da liquidação do banco e da prisão de Vorcaro em novembro de 2025.
  • Servidores sob suspeita participaram de reuniões com a PF sobre o caso antes de se tornarem alvos formais da investigação.
  • Os dois funcionários do Banco Central envolvidos foram afastados de suas funções em janeiro de 2026.

Investigações da Polícia Federal revelaram que o banqueiro Daniel Vorcaro utilizava um grupo de WhatsApp para monitorar ações de fiscalização e obter dados sigilosos do Banco Central sobre o Banco Master. Segundo os registros, os servidores Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza forneciam orientações estratégicas e alertas sobre movimentações financeiras detectadas pela autarquia. O caso, que culminou no afastamento dos servidores em janeiro de 2026, apura indícios de corrupção e vazamento de informações em troca de benefícios financeiros. O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, confirmou que os investigados chegaram a participar de reuniões com a PF sobre o caso antes de serem formalmente acusados. A revelação expõe falhas graves na governança do órgão regulador e a extensão da rede de influência mantida por Vorcaro até sua prisão em novembro de 2025.

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