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PF investiga esquema de Daniel Vorcaro para atacar Banco Central

Investigação aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria financiado influenciadores para atacar o Banco Central e monitorar jornalistas ilegalmente.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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10/07 às 10:32 · atualizado 17:33

Pontos principais

  • A 10ª fase da Operação Compliance Zero apura o uso de recursos de fraudes para financiar o 'Projeto DV', focado em desinformação.
  • Documentos da Polícia Federal indicam que Vorcaro oferecia até R$ 2 milhões para influenciadores atacarem a autoridade monetária.
  • O esquema incluía o monitoramento ilegal de autoridades e tentativas de coação contra jornalistas, como Malu Gaspar.
  • O publicitário Thiago Miranda é investigado por gerenciar a estrutura de manipulação informacional e ataques do grupo.
  • Investigadores descrevem a operação como uma organização criminosa estruturada para ocultar fraudes do Banco Master.
  • O ministro do STF, André Mendonça, autorizou mandados de busca e apreensão contra os envolvidos no caso.
  • Propostas de delação premiada de Daniel Vorcaro foram rejeitadas pela PF por falta de relevância e ausência de confissão.

A Polícia Federal aprofunda as investigações da 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura a existência de uma estrutura profissional montada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para manipular o debate público. Segundo os investigadores, o grupo operava como uma organização criminosa, utilizando recursos do Banco Master para contratar influenciadores, jornalistas e veículos de comunicação com o objetivo de promover a imagem da instituição e desferir ataques coordenados contra o Banco Central. O esquema, apelidado de 'Projeto DV', contava com uma divisão clara de tarefas, incluindo o monitoramento ilegal de autoridades e a coação de profissionais da imprensa.

O publicitário Thiago Miranda é um dos principais alvos da PF, suspeito de gerenciar a rede de desinformação e as táticas de intimidação. Documentos apreendidos durante a operação sugerem que o grupo oferecia pagamentos vultosos, chegando a R$ 2 milhões, para garantir a disseminação de críticas à autoridade monetária. A defesa de Miranda nega irregularidades e sustenta que não se deve antecipar a culpa do cliente. Enquanto isso, a PF afirma que o material coletado em celulares funciona como um 'mapa do crime', permitindo o avanço das apurações mesmo após a rejeição das propostas de delação premiada de Vorcaro, consideradas insuficientes pelos investigadores.

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