Polícia Federal aponta Banco Master como organização criminosa
Investigadores descrevem o Banco Master como uma máfia estruturada que utilizava táticas ilegais para intimidar autoridades e jornalistas.
Pontos principais
- A 10ª fase da Operação Compliance Zero investiga ações do Banco Master contra a credibilidade do Banco Central.
- O grupo é acusado de monitorar autoridades e obter informações sigilosas de forma ilegal.
- Propostas de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro foram rejeitadas por falta de confissão.
- Material apreendido em celulares é utilizado pela PF para avançar nas investigações sem necessidade de colaboração.
A Polícia Federal classificou o Banco Master como uma organização criminosa altamente estruturada, comparando o modus operandi da instituição a uma máfia. No âmbito da 10ª fase da Operação Compliance Zero, as autoridades revelaram que o banco operava com uma divisão clara de tarefas para comprometer a credibilidade do Banco Central e proteger seus interesses. Entre as práticas identificadas, destacam-se o monitoramento ilegal de autoridades, a intimidação de jornalistas e a obtenção indevida de dados sigilosos. O empresário Daniel Vorcaro tentou negociar uma delação premiada, mas o Ministério Público rejeitou as propostas por considerar que não houve confissão de crimes nem relevância para o caso. Atualmente, a investigação foca no vasto material apreendido em dispositivos móveis, que os investigadores descrevem como um mapa detalhado das atividades ilícitas do grupo.
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