Governo brasileiro classifica sobretaxas dos EUA como ilegais
O ministro Marcio Elias contesta tarifas americanas e busca negociar uma redução dos impactos econômicos sobre o Brasil até o final de dezembro.
Pontos principais
- O governo dos EUA impôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros em julho, citando temas como PIX, etanol e desmatamento.
- Uma sobretaxa adicional entre 10% e 12,5% foi aplicada a 60 países, incluindo o Brasil, sob alegação de combate ao trabalho forçado.
- O ministro Marcio Elias classificou as medidas como ilegais e busca amenizar os efeitos comerciais até o fim do ano.
- O governo brasileiro avalia medidas de reciprocidade, mas o rito processual não deve ser concluído antes de dezembro.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias, classificou como ilegais as novas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. As medidas, aplicadas desde julho, incluem uma tarifa de 25% sobre produtos nacionais e uma sobretaxa adicional de até 12,5% aplicada a diversos países sob a justificativa de combate ao trabalho forçado. O governo brasileiro mantém consultas internas para avaliar os impactos econômicos dessas decisões e busca negociar uma amenização dos efeitos até o fim de dezembro. Embora o governo tenha iniciado um processo de reciprocidade comercial em agosto, o ministro indicou que a conclusão desse rito processual dificilmente ocorrerá antes do encerramento do ano, mantendo o foco atual no diálogo diplomático para mitigar os danos ao setor produtivo.
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