Brasil estuda usar royalties e audiovisual para retaliar EUA
Governo avalia alternativas diplomáticas para evitar tarifas, focando em patentes e setor audiovisual em meio à tensão comercial com Washington.
Pontos principais
- Brasil considera suspender pagamentos de royalties a empresas americanas como forma de pressão diplomática.
- Estratégia busca evitar retaliações tarifárias diretas que poderiam encarecer insumos para o agronegócio.
- O país já acionou a Organização Mundial do Comércio para mediar o conflito comercial em curso.
- Especialistas sugerem que o uso de patentes e do setor audiovisual pode forçar o retorno às mesas de negociação.
- A Lei da Reciprocidade Econômica serve como base legal para as medidas de retaliação em estudo.
O governo brasileiro estuda utilizar os setores de royalties, patentes e audiovisual como ferramentas de pressão diplomática em resposta às recentes tensões comerciais com os Estados Unidos. A estratégia, defendida por especialistas, visa contornar a aplicação de medidas tarifárias diretas, que poderiam encarecer insumos essenciais para a indústria e o agronegócio nacional. O uso desses instrumentos específicos é visto como uma forma de forçar o retorno às mesas de negociação sem comprometer a economia doméstica. A iniciativa ocorre em um momento de atrito elevado, após os EUA incluírem o Brasil em uma lista de países acusados de facilitar o transbordo de mercadorias chinesas para contornar tarifas americanas. Em resposta, o governo brasileiro acionou a Lei da Reciprocidade Econômica e iniciou procedimentos junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). Entidades industriais, como a FIEMG, alertam para os riscos de uma escalada protecionista, estimando que uma sobretaxa recíproca de 50% poderia resultar em uma perda de R$ 259 bilhões no PIB brasileiro. Por ora, o acionamento da lei foca em consultas diplomáticas, com a expectativa de que o processo de negociação se estenda pelos próximos meses.
Comentários
Carregando comentários...
