Casas Bahia registra prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre
Resultado foi impactado por R$ 9,1 bilhões em ajustes contábeis não recorrentes, levando a varejista a avaliar um novo pedido de recuperação judicial ou extrajudicial.
Pontos principais
- Prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre de 2026.
- Efeitos contábeis não recorrentes somaram R$ 9,1 bilhões no período.
- Auditoria Ernst & Young absteve-se de concluir o balanço devido a incertezas operacionais.
- Empresa considera nova recuperação judicial ou extrajudicial após falha em captação internacional.
- Plano de transformação incluiu o fechamento de 298 lojas nos últimos doze meses.
- Receita líquida cresceu 1,6% na comparação anual, atingindo R$ 7,0 bilhões.
- Fluxo de caixa livre positivo de R$ 800 milhões no trimestre.
O Grupo Casas Bahia reportou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, um resultado fortemente influenciado por R$ 9,1 bilhões em efeitos contábeis não recorrentes, como baixas de ágio e de ativos de Imposto de Renda diferido. O balanço foi marcado pela abstenção de opinião da auditoria Ernst & Young, que citou incertezas sobre a continuidade operacional da companhia. Em meio ao cenário, a varejista admitiu que avalia a necessidade de um novo pedido de recuperação judicial ou extrajudicial para reestruturar seus passivos.
A fragilidade financeira foi agravada pela frustração de uma captação de recursos internacionais, após a desistência de um investidor âncora. Apesar do prejuízo, a administração destacou avanços na Fase 2 do seu Plano de Transformação, que resultou no fechamento de 298 lojas e na melhora do fluxo de caixa livre, que somou R$ 800 milhões. A empresa enfrenta um ambiente macroeconômico adverso, com juros elevados e maior seletividade no crédito, fatores que pressionam a execução de sua estratégia de recuperação e a busca por rentabilidade operacional.
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