Grupo Casas Bahia entra em recuperação judicial e anuncia mudanças
Varejista pede recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas após registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre.
Pontos principais
- O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo no domingo (16).
- A dívida total a ser renegociada pela companhia soma R$ 17,3 bilhões.
- O prejuízo contábil no segundo trimestre de 2026 atingiu R$ 10,1 bilhões, impactado por ajustes extraordinários de R$ 9,1 bilhões.
- O diretor jurídico Fábio Spina renunciou ao cargo e será substituído por Sírley Lima.
- Os conselheiros Jackson Schneider e Rogério Peres também deixaram o conselho de administração.
- A empresa justifica a crise pelo cenário de juros altos, restrição de crédito e falhas em captar novos recursos.
O Grupo Casas Bahia oficializou seu pedido de recuperação judicial na noite de domingo (16), buscando reestruturar um passivo de R$ 17,3 bilhões. A medida ocorre em um momento de grave crise financeira, agravada por um prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado que reflete baixas contábeis e custos de reestruturação. A varejista, que já havia iniciado um plano de transformação em 2023 com fechamento de lojas e cortes de pessoal, enfrentou dificuldades para captar novos recursos no mercado, o que inviabilizou a continuidade de sua operação sem a intervenção judicial.
Em paralelo ao processo de reestruturação, a companhia anunciou mudanças em sua alta administração. O diretor jurídico Fábio Spina renunciou ao posto, sendo sucedido por Sírley Lima, ex-executiva da Heineken. Além disso, os membros do conselho de administração Jackson Schneider e Rogério Peres deixaram o colegiado, embora Schneider mantenha funções em comitês estratégicos de auditoria e compliance. A empresa assegurou que as operações de lojas físicas e e-commerce seguirão funcionando durante o processo.
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