Grupo Casas Bahia entra em recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bi
Varejista protocolou pedido de recuperação judicial após prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e enfrenta mudanças na diretoria.
Pontos principais
- O Grupo Casas Bahia declarou passivos de R$ 17,3 bilhões no pedido de recuperação judicial.
- A empresa registrou um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
- O diretor jurídico Fábio Spina renunciou ao cargo, sendo substituído por Sírley Lima.
- Os conselheiros Jackson Schneider e Rogério Peres deixaram o conselho de administração.
- O plano de reestruturação inclui o fechamento de quase 300 lojas para focar na geração de caixa.
- Instituições como Goldman Sachs e XP Investimentos suspenderam ou encerraram a cobertura das ações BHIA3.
- A Mapa Capital assumiu 82,11% do controle acionário da companhia após a conversão de dívidas.
O Grupo Casas Bahia formalizou seu pedido de recuperação judicial, buscando reestruturar um passivo total de R$ 17,3 bilhões. A medida ocorre em um momento crítico para a varejista, que reportou um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, impactado por eventos não recorrentes e pela perda de competitividade no setor digital. O CEO Renato Franklin justificou a decisão como uma etapa necessária para a reorganização ampla do passivo e a continuidade das operações, em um cenário de restrição de liquidez que inviabilizou alternativas de financiamento anteriores. Como parte do plano de transformação, a empresa já iniciou o fechamento de 298 lojas e cortes de pessoal.
Além do impacto financeiro, a companhia passa por uma reconfiguração em sua governança. O diretor jurídico Fábio Spina renunciou ao cargo, dando lugar a Sírley Lima, enquanto os conselheiros Jackson Schneider e Rogério Peres também deixaram seus assentos no conselho de administração. O mercado reagiu com cautela, levando instituições financeiras como Goldman Sachs, XP Investimentos e Itaú BBA a suspenderem ou encerrarem a cobertura das ações BHIA3. O caso reflete um movimento mais amplo no setor corporativo brasileiro, onde a reestruturação de dívidas tem se tornado uma ferramenta estratégica de sobrevivência diante de taxas de juros elevadas e da desaceleração econômica.
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