Braskem negocia recuperação extrajudicial para reestruturar dívida
A petroquímica busca acordo com credores para alongar R$ 50 bilhões em dívidas antes do prazo de proteção judicial em agosto.
Pontos principais
- A Braskem tenta obter quórum de dois terços da dívida para protocolar o plano de recuperação extrajudicial.
- O passivo total da companhia é de R$ 50 bilhões, com US$ 7 bilhões em títulos detidos por bondholders.
- A proposta atual prevê extensão do prazo de pagamento por cinco anos, com três anos de carência, sem redução do valor principal.
- A empresa rejeitou uma oferta de empréstimo de US$ 700 milhões de credores internacionais que exigia conversão em ações.
- A gestão descarta novos aportes da Petrobras e foca no ajuste do perfil de endividamento para viabilizar o turnaround operacional.
A Braskem intensificou as negociações com seus credores para viabilizar um plano de recuperação extrajudicial antes do vencimento do prazo de proteção judicial, marcado para 24 de agosto. A petroquímica busca reestruturar um passivo de R$ 50 bilhões, sendo que a maior parte da dívida, cerca de US$ 7 bilhões, está concentrada em bondholders internacionais. A estratégia da companhia foca em estender o prazo de pagamento por cinco anos, mantendo o valor principal integral, uma medida que visa garantir a sustentabilidade financeira sem recorrer a novos aportes da Petrobras. Embora credores tenham sugerido um aporte de US$ 700 milhões condicionado à conversão em ações, a gestão da Braskem recusou a oferta. O sucesso da reestruturação é considerado fundamental para que a empresa consiga realizar seu turnaround operacional e estabilizar sua estrutura de capital no longo prazo.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
