Braskem rejeita proposta de credores que previa diluição acionária
A petroquímica recusou termos de reestruturação de dívida que exigiriam a entrega de ativos ou a diluição de seus atuais controladores.
Pontos principais
- Credores, incluindo o fundo Elliot, propuseram converter parte da dívida em ações, o que reduziria a participação dos controladores.
- Uma alternativa apresentada pelos bondholders exigia a totalidade dos ativos da empresa como garantia para o alongamento do prazo.
- A Braskem, controlada por Petrobras e IG4, mantém resistência em ceder o controle ou oferecer ativos como colateral.
- A companhia possui uma dívida de cerca de R$ 50 bilhões e obteve recentemente uma proteção judicial de 60 dias contra execuções.
A Braskem segue em um impasse nas negociações para a reestruturação de sua dívida, que soma aproximadamente R$ 50 bilhões. A petroquímica rejeitou novas propostas apresentadas por um grupo de bondholders, incluindo o fundo Elliot, por considerar que os termos, que incluíam a conversão de dívida em ações e a exigência de ativos como garantia, seriam excessivamente onerosos e prejudiciais aos acionistas controladores, Petrobras e IG4. A empresa busca alternativas que permitam o equacionamento do passivo sem comprometer sua estrutura de capital ou o controle acionário. Recentemente, a companhia obteve uma proteção judicial de 60 dias contra execuções, período que está sendo utilizado para tentar viabilizar um acordo mais favorável. As negociações permanecem em aberto enquanto a empresa tenta evitar medidas que limitem sua autonomia operacional.
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