Credores pressionam Petrobras por aporte na Braskem
Com dívidas de R$ 50 bilhões, Braskem busca reestruturação para evitar recuperação judicial até o dia 24 de agosto.
Pontos principais
- A Braskem acumula cerca de R$ 50 bilhões em dívidas e negocia uma reestruturação extrajudicial.
- Credores exigem que a Petrobras, como acionista controladora, participe da recapitalização da petroquímica.
- A Petrobras mantém resistência em ampliar sua exposição financeira para proteger seu próprio balanço.
- O prazo limite para obter a adesão de um terço dos credores e evitar a recuperação judicial termina em 24 de agosto.
- A agência Moody's rebaixou a nota de crédito da Braskem para grau especulativo devido à instabilidade financeira.
A Braskem enfrenta um momento crítico em sua reestruturação financeira, com credores intensificando a pressão sobre a Petrobras por um aporte de capital. A petroquímica, que acumula aproximadamente R$ 50 bilhões em dívidas, busca um acordo extrajudicial para evitar a recuperação judicial antes do prazo final de 24 de agosto. Enquanto detentores de títulos internacionais apresentaram uma nova proposta considerada mais viável, a Petrobras resiste em aumentar sua exposição financeira, temendo reflexos negativos em seu próprio balanço. A situação é agravada pelo recente rebaixamento da nota de crédito da companhia pela Moody's para grau especulativo. O desfecho das negociações é fundamental para a estabilidade da empresa, que precisa garantir a adesão de ao menos um terço dos credores para viabilizar o plano de reestruturação e evitar o agravamento da crise.
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