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CCJ do Senado aprova protocolo nacional de atendimento a vítimas de violência

O PL 1.985/2026 estabelece diretrizes obrigatórias para o acolhimento humanizado de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no Brasil.

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Foto: Câmara dos Deputados
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12/08 às 13:15 · atualizado 20:03

Pontos principais

  • O projeto proíbe a culpabilização e a revitimização das vítimas em serviços públicos e privados.
  • A proposta torna obrigatória a capacitação inicial e continuada de profissionais da rede de proteção.
  • O texto prevê a criação de indicadores nacionais para monitorar a qualidade do atendimento e a eficácia das medidas protetivas.
  • Dados indicam que mais de 21 milhões de mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil em 2025.
  • A matéria segue agora para análise da Comissão de Direitos Humanos do Senado.
  • A medida busca padronizar o acolhimento em todo o território nacional, evitando o atendimento fragmentado.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o Projeto de Lei 1.985/2026, que institui um protocolo nacional obrigatório para o atendimento humanizado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. De autoria da senadora Dra. Eudócia, a proposta visa estabelecer diretrizes rígidas para o acolhimento em serviços públicos e privados, proibindo expressamente práticas que levem à culpabilização ou à revitimização das vítimas durante o processo de denúncia e assistência. O texto também exige que os profissionais da rede de proteção passem por capacitação inicial e continuada, garantindo um suporte mais qualificado e sensível às necessidades das mulheres em situação de vulnerabilidade.

Além de padronizar o atendimento, o projeto determina a criação de indicadores de desempenho para monitorar a efetividade das medidas protetivas e a qualidade do serviço prestado. A iniciativa ganha relevância em um cenário de crise, com dados apontando que mais de 21 milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência no país em 2025. Após a aprovação na CCJ, a matéria segue para análise da Comissão de Direitos Humanos. O esforço legislativo ocorre em um momento em que o Congresso debate diversas frentes de combate à violência de gênero, incluindo a priorização de benefícios sociais e a criação de figuras de acompanhamento individualizado para vítimas sob risco elevado.

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