Projeto cria protocolo nacional de atendimento humanizado em delegacias
O PL 260/26 estabelece diretrizes obrigatórias para o acolhimento de mulheres vítimas de violência em unidades policiais brasileiras.
Pontos principais
- A proposta prevê atendimento em ambiente reservado e prioridade por policiais do sexo feminino.
- O protocolo inclui a avaliação imediata de risco para evitar a revitimização da vítima.
- O texto tramita em caráter conclusivo nas comissões da Câmara dos Deputados.
- Estados e Distrito Federal deverão adaptar suas normas locais caso a lei seja sancionada.
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 260/26, que propõe a criação de um protocolo nacional de atendimento humanizado para mulheres vítimas de violência em delegacias. A iniciativa busca padronizar o acolhimento em todo o país, estabelecendo diretrizes como a realização de atendimentos em ambientes reservados, a prioridade de condução do caso por policiais do sexo feminino e a execução de uma avaliação de risco imediata. O objetivo central da medida é reduzir as barreiras institucionais que frequentemente levam à desistência das denúncias e evitar a revitimização das vítimas durante o processo de registro da ocorrência.
Caso aprovado, o projeto exigirá que os estados e o Distrito Federal adaptem suas estruturas policiais para cumprir as novas normas de atendimento. A proposta integra um esforço mais amplo do Legislativo brasileiro em 2026 para fortalecer o combate à violência de gênero, que inclui desde a criação de sistemas nacionais de enfrentamento até a tipificação de novos crimes. A tramitação ocorre em caráter conclusivo, permitindo que o texto avance pelas comissões temáticas antes de seguir para as etapas finais de votação e possível sanção presidencial.
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