Comissão debate projeto que equipara misoginia ao crime de racismo
Projeto de lei em tramitação na Câmara propõe tornar a misoginia um crime inafiançável e imprescritível, com penas de até 5 anos de reclusão.
Pontos principais
- O Projeto de Lei 896/23 visa equiparar a prática da misoginia ao crime de racismo no ordenamento jurídico brasileiro.
- A proposta estabelece penas de 2 a 5 anos de reclusão para quem cometer o crime.
- O texto já foi aprovado pelo Senado Federal e aguarda deliberação na Câmara dos Deputados.
- A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher promove audiência pública para discutir o tema.
A Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher realiza uma audiência pública para debater o Projeto de Lei 896/23, que propõe a criminalização da misoginia no Brasil. A iniciativa, solicitada pela deputada Luizianne Lins, busca aprofundar a discussão sobre o combate à violência de gênero e aos ataques digitais contra mulheres. O texto, que já passou pelo Senado, prevê que a misoginia seja tratada com o mesmo rigor jurídico do racismo, tornando-se um crime inafiançável e imprescritível, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão. A audiência conta com a participação interativa do público, permitindo o envio de perguntas para subsidiar o debate legislativo. A medida é vista como um passo relevante para o endurecimento das leis de proteção à mulher e o enfrentamento de discursos de ódio no país.
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