Projeto prevê maioria feminina em júris de casos de feminicídio
Proposta exige que pelo menos quatro dos sete jurados em julgamentos de feminicídio sejam mulheres para garantir maior representatividade.
Pontos principais
- O Projeto de Lei 758/26 altera o Código de Processo Penal para assegurar a presença feminina em tribunais do júri.
- A regra determina que, dos sete integrantes do Conselho de Sentença, no mínimo quatro devem ser mulheres.
- A autora da proposta, deputada Dandara, argumenta que a medida promove igualdade em crimes contra grupos vulneráveis.
- O texto tramitará em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça.
- Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
O Projeto de Lei 758/26 busca alterar o Código de Processo Penal brasileiro para estabelecer a obrigatoriedade de uma maioria feminina nos tribunais do júri que julgam casos de feminicídio. A proposta determina que, dos sete jurados que compõem o Conselho de Sentença, pelo menos quatro devem ser mulheres. Segundo a autora da medida, a deputada Dandara, a iniciativa visa promover maior equidade e representatividade em julgamentos de crimes que afetam desproporcionalmente o público feminino, sem comprometer a imparcialidade do processo. O debate ocorre em um cenário de intensificação das políticas de proteção às mulheres no Legislativo, que também discute a consolidação de comitês interinstitucionais como políticas de Estado permanentes. O projeto seguirá para análise nas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher e de Constituição e Justiça, antes de ser submetido ao plenário da Câmara e ao Senado.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
