Armínio Fraga aponta falha regulatória no caso Banco Master
Ex-presidente do Banco Central critica aplicação de normas e sugere revisão do FGC após escândalo envolvendo o Banco Master.
Pontos principais
- Armínio Fraga classificou o caso Banco Master como uma falha na aplicação das regras vigentes, e não por falta de legislação.
- O economista afirmou que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) facilitou a captação de recursos a baixo custo, gerando prejuízos ao sistema.
- Fraga defendeu a transição para o modelo 'twin peaks', que organiza a regulação por objetivos em vez de setores.
- O ex-presidente do BC sugeriu uma revisão profunda no desenho do FGC para mitigar distorções de mercado.
Durante um debate sobre regulação financeira promovido pelo Ciee, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, classificou o escândalo do Banco Master como uma falha grotesca na execução das normas regulatórias brasileiras. Segundo o economista, o problema não reside na ausência de leis, mas na forma como a regulação é aplicada. Fraga destacou que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) acabou funcionando como um incentivo para que instituições captassem recursos a custos artificialmente baixos, transferindo riscos para o sistema financeiro após a quebra do banco. Para evitar que distorções semelhantes ocorram no futuro, o ex-BC defendeu a adoção do modelo 'twin peaks', que unifica agências reguladoras por objetivos estratégicos, e reiterou a necessidade de reformular o funcionamento do FGC para garantir maior estabilidade e disciplina ao mercado.
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