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Galípolo presta esclarecimentos ao Senado sobre liquidação do Banco Master

Presidente do BC detalha irregularidades, nega interferência na venda do banco e reforça que a liquidação visa proteger o sistema financeiro de riscos decorrentes da má gestão.

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Foto: G1 Política
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19/05 às 04:31 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A liquidação do Banco Master foi motivada pela emissão de títulos falsos e má gestão, segundo o BC.
  • Gabriel Galípolo revelou que a criação atípica de novas carteiras de investimentos em meio à crise de liquidez foi o principal sinal de alerta para a autarquia.
  • O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso sob suspeita de envolvimento em fraudes bilionárias.
  • Galípolo confirmou sindicância interna sobre ex-diretores do BC que teriam recebido vantagens indevidas da instituição.
  • O presidente do BC negou ter tentado viabilizar a venda do Master ao BRB e relatou pressões externas.
  • A autarquia negou formalmente a autorização para que o BRB comprasse o Banco Master.
  • O BC classificou o Master como uma instituição de 'terceira divisão', descartando riscos sistêmicos ao mercado.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, compareceu à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para detalhar os motivos da liquidação extrajudicial do Banco Master. Durante a sessão, Galípolo explicou que a decisão foi tomada após a identificação de práticas atípicas, destacando que a criação de novas carteiras de investimentos em um momento de crise de liquidez serviu como o principal sinal de alerta para a equipe técnica. O dirigente reiterou que a medida visa proteger o sistema financeiro e não representa uma punição direta aos gestores, que continuam sendo alvo de investigações criminais.

O debate também abordou a exposição do Banco de Brasília (BRB), que teria adquirido R$ 12 bilhões em ativos de baixa qualidade do Master. Galípolo negou categoricamente que o Banco Central tenha tentado viabilizar a venda do Master ao BRB, confirmando que a autarquia negou formalmente qualquer autorização para essa operação. O presidente do BC relatou ter sofrido pressões e ameaças de demissão após rejeitar a viabilização do negócio, reforçando que a instituição agiu estritamente dentro de suas competências técnicas para preservar a estabilidade do mercado.

Em um desdobramento crítico, Galípolo confirmou que uma sindicância interna da autarquia identificou indícios de recebimento de vantagem indevida por ex-diretores em relações contratuais com o Banco Master. Segundo o presidente do BC, investigações da Polícia Federal sugerem que esses ex-servidores estariam na folha de pagamento da instituição enquanto ainda ocupavam cargos públicos. O depoimento foi marcado por questionamentos sobre a autonomia dos quadros técnicos frente a encontros não oficiais entre o proprietário do banco, Daniel Vorcaro — atualmente preso —, e membros do governo. Especialistas destacam que o escrutínio parlamentar busca identificar falhas na fiscalização diante da crescente complexidade dos modelos financeiros.

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