Confederações articulam reforma na Fifa e pressionam saída de Infantino
Uefa, Concacaf e AFC exigem mudanças na governança da Fifa após polêmicas envolvendo a privatização de direitos comerciais e apoio de Donald Trump.
Pontos principais
- Uefa, Concacaf e AFC elaboram um documento conjunto exigindo mudanças profundas na administração da Fifa.
- A crise foi intensificada pela tentativa de Infantino de vender 21% dos direitos comerciais da entidade a investidores ligados a Donald Trump.
- A Uefa ameaça boicotar competições da Fifa, como a Copa do Mundo Feminina Sub-20, caso as exigências não sejam atendidas.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio público a Infantino, classificando uma eventual substituição como um erro.
- O projeto de privatização da Copa do Mundo, que previa remuneração milionária ao presidente, foi abandonado após forte rejeição.
Uma coalizão formada pelas confederações da Europa (Uefa), América do Norte (Concacaf) e Ásia (AFC) articula uma reestruturação profunda na governança da Fifa. A pressão pela saída do atual presidente, Gianni Infantino, escalou após a revelação de planos para privatizar 21% dos direitos comerciais do futebol, envolvendo investidores próximos ao presidente Donald Trump. Embora o projeto tenha sido abandonado devido à forte resistência interna, a tentativa gerou uma crise de confiança sem precedentes na entidade.
O cenário é agravado pelo apoio público de Donald Trump a Infantino, o que politiza ainda mais a disputa interna. Enquanto a Federação Mexicana de Futebol mantém apoio ao presidente, de olho na sede da Copa de Clubes de 2029, a Uefa ameaça boicotar competições oficiais. A situação coloca em xeque a estabilidade da gestão de Infantino e levanta questionamentos sobre a autonomia da Fifa frente a interesses comerciais e políticos externos.
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