Sociedade Brasileira de Pediatria critica redução da maioridade penal
Entidade afirma que a redução da maioridade penal para 16 anos carece de evidências científicas e não contribui para a redução da criminalidade.
Pontos principais
- A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) manifestou oposição formal à PEC que propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.
- A entidade argumenta que não existem dados científicos que comprovem a eficácia do encarceramento precoce no combate à violência.
- A SBP defende que o foco estatal deve priorizar a proteção integral e a garantia de direitos fundamentais de crianças e adolescentes.
- A organização sustenta que a medida é ineficaz para enfrentar as causas estruturais da criminalidade juvenil no Brasil.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) posicionou-se oficialmente contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. Em nota, a entidade argumenta que a medida não apresenta eficácia comprovada no combate à criminalidade juvenil, destacando a ausência de evidências científicas que sustentem a tese de que o encarceramento precoce reduz os índices de violência. Para a SBP, o debate sobre a segurança pública deve priorizar a implementação de políticas públicas voltadas à proteção integral e à garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes. A organização reforça que o foco do Estado deveria ser o fortalecimento de medidas socioeducativas e preventivas, em vez de apostar em soluções punitivas que, segundo a entidade, não atacam as causas estruturais da criminalidade no país.
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