Estado do Rio pede falência do Grupo Manguinhos por dívida de R$ 25,7 bi
Governo fluminense solicitou à Justiça a conversão da recuperação judicial em falência após descumprimento de acordos fiscais e falta de viabilidade.
Pontos principais
- O Estado do Rio de Janeiro protocolou pedido de falência contra o Grupo Manguinhos, controlador da Refit.
- A dívida tributária acumulada pelo grupo é estimada em aproximadamente R$ 25,7 bilhões.
- A Procuradoria-Geral do Estado aponta o descumprimento de parcelamentos fiscais por um período superior a 90 dias.
- O governo alega que a empresa perdeu sua viabilidade econômica, registrando faturamento praticamente nulo no início de 2026.
- Novos débitos de R$ 1,8 bilhão foram acumulados pelo grupo durante o processo de recuperação judicial.
- O Grupo Manguinhos é classificado pela Receita Federal como um dos maiores devedores contumazes de tributos no Brasil.
- A empresa contesta as acusações do governo e nega a existência dos débitos tributários apontados na petição.
O governo do Estado do Rio de Janeiro solicitou à Justiça a conversão da recuperação judicial do Grupo Manguinhos, controlador da Refit, em falência. A medida foi tomada pela Procuradoria-Geral do Estado após a constatação de que a companhia descumpriu acordos de parcelamento fiscal por mais de 90 dias e perdeu sua viabilidade operacional, com faturamento próximo de zero no início de 2026. O passivo tributário total do grupo é estimado em R$ 25,7 bilhões, valor que inclui R$ 1,8 bilhão em novos débitos acumulados durante o período em que a empresa esteve sob proteção judicial. O Grupo Manguinhos, por sua vez, contesta as alegações do Fisco e nega a existência das dívidas apontadas pelo Estado.
O pedido de falência ocorre em um momento em que o governo fluminense busca endurecer o combate à inadimplência fiscal. Paralelamente à ação contra o grupo, o Executivo enviou à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) projetos de lei que visam criar novas regras para a negociação de dívidas ativas e estabelecer sanções mais severas para devedores contumazes, definidos como aqueles com inadimplência superior a R$ 15 milhões. As propostas incluem a criação de um cadastro público de devedores e restrições em licitações, buscando alinhar a legislação estadual a decisões recentes do Supremo Tribunal Federal sobre justiça fiscal e recuperação de créditos públicos.
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