Fiesp e setor produtivo classificam corte de 0,25 ponto na Selic como tímido
Indústria, comércio e construção civil criticam a redução da Selic para 13,75%, apontando insuficiência para estimular a economia.
Pontos principais
- O Copom reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano.
- A Fiesp e entidades do setor produtivo consideram o corte insuficiente para destravar a economia.
- Dados da Fiesp indicam que 80 milhões de brasileiros e 9 milhões de empresas estão negativados.
- O setor produtivo alerta que juros de dois dígitos desde 2022 prejudicam a competitividade e investimentos de longo prazo.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 13,75% ao ano. A decisão, que marca o quinto corte consecutivo, foi unânime e alinhada às expectativas do mercado financeiro, apesar das pressões inflacionárias e das incertezas causadas por conflitos globais e fenômenos climáticos.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), acompanhada por representantes do comércio e da construção civil, classificou a medida como tímida diante do cenário de desaceleração econômica. Segundo as entidades, o nível atual dos juros, somado ao descontrole dos gastos públicos, limita o consumo e o investimento, prejudicando milhões de brasileiros e empresas que enfrentam restrições de crédito e inadimplência.
O setor produtivo reforça que a manutenção de taxas de dois dígitos desde 2022 compromete a competitividade nacional e impede o planejamento de investimentos de longo prazo. Para os empresários, a política monetária atual é insuficiente para destravar a atividade econômica e promover uma retomada sustentável do crescimento no país.
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