Mercado financeiro mantém cautela com real apesar de valorização
Analistas apontam riscos fiscais e incertezas eleitorais como fatores que podem pressionar a cotação do dólar frente ao real nos próximos anos.
Pontos principais
- O dólar acumulou queda de 7,6% no ano até julho, sendo cotado a R$ 5,06.
- Instituições como Itaú BBA projetam o dólar entre R$ 5,30 e R$ 5,50 até 2027.
- Morgan Stanley e Goldman Sachs destacam ruídos eleitorais e tarifas dos EUA como riscos.
- A trajetória da dívida pública brasileira permanece como ponto central de monitoramento.
Apesar da valorização do real, que acumulou queda de 7,6% no dólar até julho, grandes instituições financeiras mantêm uma postura cautelosa em relação à moeda brasileira. Relatórios do Itaú BBA indicam uma tendência de alta para a divisa americana nos próximos anos, projetando o dólar a R$ 5,30 em 2026 e R$ 5,50 em 2027, sob o argumento de persistentes riscos fiscais e monetários. O cenário é agravado por fatores externos, como as tarifas comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos, e pela volatilidade esperada devido ao calendário eleitoral no Brasil. Enquanto o Bank of America avalia o real como equilibrado frente a outros mercados emergentes, o consenso entre analistas do Morgan Stanley e Goldman Sachs é de que a incerteza política e a condução da política fiscal brasileira devem limitar o otimismo dos investidores no curto e médio prazo.
Comentários
Carregando comentários...
