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Governo federal e DF fecham acordo para socorrer BRB em R$ 6,6 bilhões

O STF homologou acordo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o BRB, condicionando o aporte a um rigoroso plano de reestruturação e ajuste fiscal no Distrito Federal.

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Foto: InfoMoney
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28/05 às 13:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O acordo, mediado pelo ministro Luiz Fux, viabiliza um socorro de até R$ 6,6 bilhões ao BRB através do FGC.
  • Um sindicato de bancos, incluindo Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, oferecerá a garantia de fiança para a operação.
  • A injeção de capital foi determinada pelo Banco Central após irregularidades identificadas na Operação Compliance Zero.
  • O governo do DF é obrigado a implementar um plano de reestruturação robusto para garantir a viabilidade e sustentabilidade do banco.
  • O plano de recuperação exige ajuste fiscal no DF, com restrições a concursos e reajustes salariais.
  • A operação utiliza receitas do FPE e FPM como contragarantias, sem aporte direto ou aval da União.
  • O cronograma prevê dois anos de carência e 15 anos para a quitação total da dívida.

O governo federal e o Distrito Federal firmaram um acordo judicial, homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para viabilizar um socorro financeiro de até R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). A operação será estruturada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e contará com a fiança de um sindicato formado pelos principais bancos brasileiros, incluindo Itaú, Bradesco, Santander, BTG Pactual, Banco do Brasil e Caixa. O governo federal não fornecerá recursos diretos nem garantias para a operação, que utiliza o fluxo de recursos do FPE e FPM como contragarantias para assegurar a estabilidade da instituição.

A medida é uma exigência do Banco Central para recompor as contas do banco após as fraudes reveladas pela Operação Compliance Zero e perdas relacionadas a operações com o Banco Master. Como contrapartida, o governo do Distrito Federal comprometeu-se a implementar um rigoroso ajuste fiscal, que inclui restrições a novos concursos públicos e reajustes salariais. O plano de recuperação, que ainda aguarda a análise técnica final do FGC sobre o modelo de negócios da instituição, prevê dois anos de carência e 15 anos para a quitação total da dívida, em um cenário de instabilidade agravado pela prisão do ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa.

Além do aporte financeiro, o acordo estabelece a obrigatoriedade de um plano de reestruturação robusto para o banco estatal. Esta medida é considerada uma condição essencial para a eficácia do empréstimo e visa mitigar riscos de insolvência, garantindo a sustentabilidade do BRB a longo prazo. O plano de reestruturação deve ser apresentado pelo governo distrital como parte do compromisso para assegurar que a instituição retome sua viabilidade operacional e cumpra as normas de governança exigidas pelo sistema financeiro nacional.

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