O governo federal e o Distrito Federal firmaram um acordo, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para viabilizar um socorro financeiro de R$ 6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). A operação será estruturada por um sindicato de bancos, utilizando o fluxo de recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como contragarantia, dispensando o aval direto da União. Como contrapartida, o governo local se comprometeu a adotar medidas de ajuste fiscal.
O aporte ocorre em um momento crítico para a instituição, que enfrenta instabilidade após investigações da Polícia Federal sobre esquemas de corrupção e a controversa tentativa de compra do Banco Master. O cenário é agravado pela prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, acusado de receber propina. O plano de recuperação prevê dois anos de carência e 15 anos para a quitação total da dívida.
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