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Ibovespa sobe 2,44% e retoma 177 mil pontos com impulso de balanços

O Ibovespa fechou em alta impulsionado por resultados positivos de WEG e Vale, mesmo com a entrada em vigor de tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

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Foto: Times Brasil
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22/07 às 08:15 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O Ibovespa encerrou o pregão aos 177.547 pontos, com alta de 2,44%.
  • Ações da WEG dispararam 10,05% após balanço trimestral acima das expectativas.
  • Vale subiu 3,96% com dados operacionais de minério de ferro favoráveis.
  • Tarifas de 25% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros entraram em vigor.
  • Petróleo Brent avançou para US$ 95 por barril devido a tensões no Oriente Médio.
  • Curva de juros futuros subiu pressionada pelo cenário externo e inflação.
  • Analistas identificaram sinais de retorno do fluxo de capital estrangeiro ao Brasil.

O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão em forte alta, com o Ibovespa atingindo a marca de 177.547 pontos. O desempenho foi sustentado principalmente pela divulgação de resultados corporativos sólidos, com destaque para a WEG, cujas ações subiram 10,05%, e para a Vale, que avançou 3,96% após apresentar dados operacionais superiores às projeções de mercado. O fluxo de capital estrangeiro, que voltou a ingressar na bolsa brasileira, também contribuiu para a valorização do índice.

O otimismo doméstico ocorreu apesar da entrada em vigor de tarifas de 25% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, uma medida que gerou cautela no governo federal. O ministro Márcio Rosa afirmou que o país monitora a situação e poderá adotar medidas de reciprocidade comercial quando considerar adequado. Especialistas observam que o mercado já havia precificado parte do impacto dessas tarifas antes da implementação, permitindo que o foco dos investidores permanecesse nos balanços trimestrais e no diferencial de juros entre Brasil e EUA.

No cenário externo, a cautela prevalece devido à escalada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã e os Estados Unidos, o que impulsionou o preço do petróleo Brent para o patamar de US$ 95 por barril. Esse movimento, somado à alta dos rendimentos dos Treasuries americanos, pressionou a curva de juros futuros (DIs) no Brasil. Enquanto o mercado acionário demonstrou resiliência, a atenção dos investidores permanece dividida sobre os próximos passos da política monetária e os desdobramentos das tensões comerciais globais.

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