Dólar fecha em alta a R$ 5,12 com IPCA-15 abaixo do esperado
A moeda americana subiu 0,20% nesta terça-feira, pressionada pela queda do petróleo e pela expectativa sobre a decisão de juros do Federal Reserve.
Pontos principais
- O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,1223, uma alta de 0,20%.
- O IPCA-15 de julho subiu 0,06%, resultado abaixo das projeções do mercado, que esperavam entre 0,17% e 0,28%.
- A inflação mais fraca reforçou apostas de que o Banco Central continuará o ciclo de cortes na taxa Selic.
- As taxas dos contratos de DI recuaram em toda a curva de juros após a divulgação do dado de inflação.
- A queda nos preços do petróleo no mercado internacional impactou negativamente os termos de troca brasileiros.
- Investidores mantêm cautela à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve, prevista para esta quarta-feira.
O mercado financeiro brasileiro reagiu nesta terça-feira à divulgação do IPCA-15 de julho, que registrou alta de 0,06%. O índice ficou significativamente abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam um avanço entre 0,17% e 0,28%. Esse resultado, que acumulou 4,52% em 12 meses, impulsionou apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá o ciclo de redução da taxa Selic, com parte do mercado já precificando um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião.
Mesmo com a queda generalizada nas taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) ao longo da curva, o dólar operou em trajetória de alta, fechando o dia a R$ 5,1223. A valorização da moeda americana foi influenciada pela desvalorização do petróleo no mercado internacional, o que reduziu o suporte ao real, além da cautela predominante entre os investidores antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos.
O cenário externo permanece como o principal foco de atenção para os próximos dias. O mercado aguarda sinais sobre o futuro dos juros americanos, com incertezas sobre a manutenção ou possível aumento das taxas pelo Fomc. A volatilidade nos ativos de risco também foi observada no mercado de commodities, onde o ouro registrou queda de 0,94%, refletindo a postura defensiva dos investidores diante da incerteza macroeconômica global e da expectativa pela divulgação de indicadores como o PIB dos EUA e o índice PCE.
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