Ibovespa sobe e juros futuros recuam após dados fracos da indústria
O mercado financeiro reagiu à queda de 0,2% na produção industrial, reforçando apostas de corte na Selic e aliviando a pressão sobre os juros futuros.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,74%, atingindo 174.070 pontos.
- O dólar comercial recuou 0,76%, fechando a sessão cotado a R$ 5,168.
- A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio, abaixo das expectativas do mercado.
- O Tesouro Nacional sinalizou prontidão para intervir no mercado de títulos públicos caso necessário.
- A liquidez do mercado foi reduzida devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.
O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de otimismo nesta sexta-feira, com o Ibovespa alcançando os 174 mil pontos e o dólar apresentando queda frente ao real. O movimento foi impulsionado principalmente pela divulgação de dados da produção industrial, que recuou 0,2% em maio. O resultado, considerado abaixo das expectativas, reforçou entre os investidores a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá iniciar um ciclo de flexibilização monetária com um corte de 25 pontos-base na taxa Selic já em agosto. A ausência de referência dos Treasuries americanos, devido ao feriado de 4 de julho, contribuiu para um volume de negócios reduzido, mas não impediu o ajuste técnico positivo na curva de juros futuros.
Além dos indicadores econômicos, o mercado reagiu positivamente às declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron. O representante da pasta sinalizou que o Tesouro Nacional está preparado para atuar no mercado de títulos públicos, caso seja necessária uma intervenção para garantir a estabilidade. Esse posicionamento, somado à correção técnica após a pressão de alta observada na véspera, ajudou a aliviar a inclinação da curva a termo, que vinha sendo pressionada por incertezas fiscais e políticas de longo prazo. Apesar da melhora pontual, analistas mantêm cautela quanto à trajetória da dívida e aos desafios macroeconômicos para o restante do ano.
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