Brasil aciona OMC contra sobretaxa de 37,5% ao etanol e outros produtos
O governo brasileiro formalizou disputa na OMC contra tarifas de Trump, que atingem o etanol e outros setores, totalizando US$ 9,3 bilhões em impacto.
Pontos principais
- O Brasil acionou a OMC para contestar tarifas baseadas na Seção 301 da lei americana, que elevam sobretaxas em até 37,5%.
- A medida afeta US$ 9,3 bilhões em exportações brasileiras, incluindo etanol, máquinas, móveis e calçados.
- Especialistas avaliam que o impacto no setor de etanol é limitado pela baixa dependência do mercado americano e pelo foco no consumo interno.
- O avanço do etanol de milho no Brasil é visto como um trunfo estratégico para futuras negociações comerciais com os Estados Unidos.
O governo brasileiro formalizou um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as novas tarifas impostas pela gestão de Donald Trump. A medida, baseada na Seção 301 da lei americana, impõe sobretaxas que podem atingir 37,5% em diversos produtos, incluindo o etanol, afetando cerca de US$ 9,3 bilhões em exportações nacionais. Embora a disputa envolva setores como máquinas, móveis e calçados, o impacto específico no etanol é considerado limitado por analistas, dado que o preço do biocombustível no Brasil é definido majoritariamente pela demanda interna e pela cotação da gasolina.
O pedido na OMC é o primeiro passo formal de um processo que não suspende a cobrança imediata das tarifas. Enquanto o governo busca reverter as barreiras, o setor sucroenergético aposta na expansão do etanol de milho como uma vantagem competitiva para equilibrar as negociações bilaterais e mitigar os efeitos das restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.
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