Sobretaxa dos EUA ao etanol brasileiro deve ter impacto limitado
Especialistas avaliam que a tarifa de 37,5% imposta pelos EUA terá pouco efeito no setor, que foca no mercado interno e no etanol de milho.
Pontos principais
- A tarifa de 37,5% dos EUA responde à barreira brasileira de 18% sobre o etanol de milho importado.
- O impacto no Brasil é considerado limitado devido à baixa dependência das exportações para o mercado americano.
- O preço do etanol no Brasil é definido majoritariamente pelo valor da gasolina, e não pelo fluxo de exportação.
- O crescimento da produção de etanol de milho no Brasil é visto como um trunfo para futuras negociações comerciais.
A recente imposição de uma tarifa de 37,5% pelos Estados Unidos sobre o etanol brasileiro deve gerar efeitos restritos à economia nacional. Segundo especialistas, a baixa dependência das exportações para o mercado americano blinda o setor, uma vez que o preço do biocombustível no Brasil é determinado primordialmente pela cotação da gasolina e pela demanda interna. A medida americana atua como uma retaliação à tarifa de 18% aplicada pelo Brasil sobre o etanol de milho importado, que possui competitividade logística nas regiões Norte e Nordeste.
O cenário abre espaço para que o governo brasileiro utilize o avanço da produção de etanol de milho como moeda de troca em negociações bilaterais. A estratégia sugerida por analistas envolve a abertura gradual do mercado brasileiro em contrapartida a melhores condições para outros produtos de exportação, buscando equilibrar a balança comercial sem prejudicar a estabilidade do setor sucroenergético.
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