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EUA impõem tarifa de 25% sobre açúcar e etanol brasileiros

O governo Trump anunciou sobretaxa de 25% sobre açúcar e etanol do Brasil a partir de 22 de julho, enquanto setores de suco de laranja e mel foram isentos.

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Foto: Times Brasil
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16/07 às 14:15 · atualizado 18:02

Pontos principais

  • A nova tarifa de 25% sobre açúcar e etanol entra em vigor no dia 22 de julho.
  • O governo americano alega práticas comerciais desleais, acusação rejeitada pelo Brasil.
  • A expansão da produção de etanol de milho no Brasil reduziu a demanda por importações americanas.
  • O setor de suco de laranja foi poupado da medida, preservando um fluxo comercial de US$ 1,08 bilhão.
  • O mel orgânico brasileiro também foi excluído da sobretaxa após articulação diplomática.
  • A Amcham estima que o pacote tarifário possa impactar cerca de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras.
  • O ministro Mauro Vieira classificou a decisão como uma medida de motivação política.

O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre o açúcar e o etanol importados do Brasil, com vigência prevista para 22 de julho. A medida é vista por autoridades brasileiras como uma retaliação política, especialmente no caso do etanol, cujo mercado interno brasileiro tem sido cada vez mais suprido pela produção nacional de milho, reduzindo a competitividade do produto americano. O governo brasileiro rejeitou as alegações de práticas comerciais desleais, argumentando que a mudança reflete a evolução natural da matriz produtiva nacional.

Em contrapartida, setores estratégicos como o de suco de laranja e o de mel orgânico conseguiram isenções na nova rodada tarifária. A exclusão desses produtos foi celebrada por associações setoriais, que destacaram a interdependência entre as economias, uma vez que os Estados Unidos dependem da oferta brasileira para suprir sua demanda interna. Apesar das isenções pontuais, a Amcham alerta que o impacto total das novas tarifas pode atingir US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, gerando preocupações sobre a previsibilidade da política comercial da gestão Trump e seus efeitos de longo prazo na balança comercial entre os dois países.

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