Projeto de lei propõe diretrizes éticas para cobertura de violência contra a mulher
Proposta na Câmara busca combater o sensacionalismo e proteger vítimas em reportagens sobre violência de gênero.
Pontos principais
- O PL 1008/26 altera a Lei Maria da Penha para estabelecer princípios de ética e proteção de dados.
- A proposta proíbe abordagens sensacionalistas e veda a censura prévia na mídia.
- Veículos deverão incluir obrigatoriamente canais oficiais de denúncia em coberturas sobre o tema.
- O projeto prevê a criação de um Selo de Boas Práticas e um Comitê Consultivo multissetorial.
O Projeto de Lei 1008/26, em tramitação na Câmara dos Deputados, busca estabelecer diretrizes para a cobertura jornalística e publicitária de casos de violência contra a mulher. A proposta visa mitigar o uso de estereótipos e o tratamento sensacionalista que, segundo defensores da medida, frequentemente reforçam estigmas sociais e revitimizam as mulheres. O texto altera a Lei Maria da Penha para garantir a proteção de dados das vítimas, ao mesmo tempo em que veda expressamente a censura prévia. Além das normas de conduta, o projeto institui o Selo de Boas Práticas em Comunicação e exige a divulgação de canais oficiais de denúncia em reportagens e campanhas. A iniciativa, que tramita em caráter conclusivo, passará por análise em diversas comissões da Casa antes de seguir para votação, refletindo um esforço legislativo para alinhar o papel da mídia ao combate à violência de gênero.
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