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Alckmin descarta retaliação a tarifas dos EUA e prioriza negociação

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil buscará o diálogo diplomático para resolver a crise das tarifas de 25% impostas por Donald Trump.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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21/07 às 19:45 · atualizado 22:31

Pontos principais

  • O governo brasileiro descartou a política de 'olho por olho' em resposta às novas taxas americanas.
  • As tarifas de 25% sobre produtos brasileiros entram em vigor nesta quarta-feira (22).
  • A Lei da Reciprocidade Econômica será tratada como medida institucional, não como retaliação direta.
  • O governo estuda apoio financeiro via Plano Brasil Soberano e ajustes no regime de drawback.
  • A ApexBrasil foi mobilizada para auxiliar na diversificação de mercados exportadores.
  • Setores como eletroeletrônicos, máquinas, autopeças e calçados são os mais impactados pela medida.
  • O secretário-executivo Márcio Elias Rosa viajará à Índia para buscar novas oportunidades comerciais.

O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o governo brasileiro não adotará medidas de retaliação contra os Estados Unidos após a imposição de tarifas de 25% sobre produtos nacionais, que entram em vigor nesta quarta-feira (22). Segundo Alckmin, a estratégia do Brasil será priorizar o diálogo diplomático e a negociação para solucionar o impasse comercial, descartando a ideia de uma resposta baseada no "olho por olho". O governo reforçou que a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica deve ser vista como um processo gradual e institucional, e não como uma represália direta à administração de Donald Trump.

Para mitigar os impactos econômicos, o governo estruturou um plano de apoio aos setores mais expostos, como eletroeletrônicos, autopeças e calçados. As medidas incluem a oferta de crédito pelo programa Brasil Soberano e a flexibilização do regime de drawback para auxiliar o fluxo de caixa das empresas. Paralelamente, a ApexBrasil intensificou esforços para diversificar os destinos das exportações brasileiras, com foco em mercados como Índia, México, Singapura e Japão. O governo segue monitorando o cenário, uma vez que há expectativa de novos anúncios tarifários por parte dos EUA ainda nesta semana.

Fonte primária

Agência Brasil (EBC)

Reciprocidade não é retaliação nem "olho por olho", diz Alckmin

Em entrevista coletiva no dia 21/07, após reunião com representantes de setores afetados, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, descartaram retaliação aos EUA em resposta ao novo tarifaço de Trump. Alckmin: "A ideia não é retaliação. Olho por olho pode acontecer dos dois ficarem cegos [...] a reciprocidade é: estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso", afirmando que a Lei da Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso em 2025, será aplicada como processo institucional (consultas, audiências públicas) e não como vingança, "no momento oportuno, da forma adequada". A sobretaxa de 25% passa a valer em 29/07 para mercadorias já em trânsito ao mercado americano, com possível adicional de 12,5% ligado a acusações de trabalho forçado, afetando cerca de 18% das exportações brasileiras aos EUA (~US$ 7,4 bilhões). O governo anuncia resposta em três eixos: (1) apoio financeiro via Brasil Soberano (capital de giro e investimento), flexibilização temporária do drawback, prazos estendidos de compromissos de exportação e ajuste de exigências de manutenção de emprego; (2) diversificação de mercados via ApexBrasil, priorizando Índia, México, Singapura, Japão e Sudeste Asiático, além de avanço dos acordos Mercosul-UE, Mercosul-EFTA e Mercosul-Cingapura; (3) diálogo setorial contínuo com plástico, máquinas, veículos, autopeças, borracha e calçados para consolidar diagnóstico de impacto e pacote de apoio. O ministro Elias Rosa: "Ser injusto, impróprio e indevido não significa que o Brasil não vai adotar todas as medidas para dar o primeiro socorro a quem precisa".

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