Alckmin descarta retaliação aos EUA após imposição de tarifas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro priorizará a negociação diplomática para resolver o impasse das novas tarifas americanas.
Pontos principais
- O governo dos EUA impôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com entrada em vigor nesta quarta-feira (22).
- Geraldo Alckmin declarou que o Brasil não adotará medidas de retaliação comercial contra a administração de Donald Trump.
- A estratégia brasileira foca em três eixos: apoio financeiro, diversificação de mercados e diálogo com setores produtivos.
- Setores como eletroeletrônicos, máquinas, autopeças e calçados são os mais impactados pela medida protecionista.
- O governo avalia medidas de suporte, incluindo a ampliação de crédito e ajustes no regime de drawback para exportadores.
- A ApexBrasil foi mobilizada para buscar novos parceiros comerciais, com foco inicial em Índia, México, Singapura e Japão.
- O governo brasileiro monitora a possibilidade de novos anúncios tarifários por parte dos EUA previstos para esta sexta-feira.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro optou por não retaliar a administração de Donald Trump após a imposição de tarifas de 25% sobre produtos nacionais, que entram em vigor nesta quarta-feira (22). Segundo Alckmin, a aplicação da Lei da Reciprocidade não deve ser interpretada como uma retaliação direta ou uma política de 'olho por olho', mas sim como uma resposta institucional para buscar o equilíbrio comercial. O governo prioriza o diálogo diplomático para solucionar o impasse, evitando uma escalada de tensões que prejudicaria as relações bilaterais.
Para mitigar os impactos econômicos, o governo estruturou um plano de apoio aos setores mais expostos, como eletroeletrônicos, autopeças e calçados. As medidas incluem a oferta de crédito via programa Brasil Soberano e a flexibilização do regime de drawback para exportadores. Paralelamente, a ApexBrasil intensificou esforços para diversificar os mercados de destino das exportações brasileiras, com missões comerciais planejadas para países como a Índia. O governo segue em alerta, monitorando possíveis novos anúncios tarifários americanos, enquanto busca proteger a competitividade da indústria nacional através da negociação e do suporte interno.
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