Polícia de SP aponta elo do Banco Master com lavagem de R$ 49 bi do PCC
Investigação da Operação Saturno liga o Banco Master e o doleiro Victor Shimada a um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC.
Pontos principais
- A Operação Saturno identificou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 49 bilhões.
- O doleiro Victor Shimada, já sancionado pelos EUA, é apontado como operador financeiro da facção e está foragido.
- Relatório da Polícia Civil de São Paulo cita o Banco Master como plataforma para o escoamento de recursos ilícitos.
- O esquema utilizava empresas de fachada, fundos de investimento e criptomoedas para ocultar valores do tráfico.
- A investigação teve início após a prisão de Alexsandro Freitas Faria, conhecido como 'Leko'.
A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Operação Saturno, revelou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro supostamente operado em favor da facção criminosa PCC. Segundo o relatório das autoridades, a estrutura movimentou cerca de R$ 49 bilhões utilizando uma rede de empresas de fachada, plataformas de pagamento e ativos digitais. O documento aponta o envolvimento direto do doleiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, que possui sanções dos Estados Unidos e encontra-se foragido, como um dos principais operadores financeiros do grupo. O Banco Master foi citado pelos investigadores como uma das instituições financeiras utilizadas para o escoamento dos recursos ilícitos. A defesa de Shimada nega qualquer vínculo com organizações criminosas, enquanto as investigações seguem para apurar a extensão da participação das entidades citadas no fluxo financeiro do crime organizado.
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