A Operação Dark Trader desarticulou um esquema de lavagem de R$ 1,1 bilhão do PCC por máfia chinesa em SP e SC, prendendo duas pessoas e bloqueando bens.
A Operação Dark Trader, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, Ministério Público e Secretaria da Fazenda, resultou na prisão de duas pessoas e no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina. A ação visa desarticular um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 1,1 bilhão para o PCC em apenas sete meses, operado por uma máfia chinesa. Um empresário chinês, alvo de mandado de prisão, não foi detido por estar na China, enquanto um homem com histórico criminal e uma mulher articuladora foram presos.
A investigação revelou que a organização utilizava um complexo sistema de desvio de fluxo financeiro no mercado de eletrônicos, envolvendo um grupo empresarial de distribuição, e empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos. A engenharia financeira criou uma grande discrepância entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas, com pessoas com histórico criminal ligado a facções sendo usadas como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAEPP) conseguiu o bloqueio de até R$ 1,1 bilhão e já identificou R$ 25 milhões em bens como imóveis de luxo e veículos, visando a "asfixia financeira" das organizações criminosas. O delegado Fernando David ressaltou a participação direta do PCC, que atua como uma "plataforma de serviços" para aumentar lucros.
Agência Brasil - EBC • 12 fev, 15:41
InfoMoney • 12 fev, 15:31
Agência Brasil - EBC • 12 fev, 09:54