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Operação Dark Trader prende duas pessoas e mira máfia chinesa que lavou R$ 1,1 bilhão do PCC

A Operação Dark Trader desarticulou um esquema de lavagem de R$ 1,1 bilhão do PCC por máfia chinesa em SP e SC, prendendo duas pessoas e bloqueando bens.

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Foto: InfoMoney
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12/02 às 16:02 · atualizado há 4m

Pontos principais

  • A Operação Dark Trader, da Polícia Civil, MPSP e Sefaz-SP, desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação empresarial.
  • Uma máfia chinesa é acusada de movimentar R$ 1,1 bilhão para o PCC em sete meses, usando o comércio de eletrônicos e empresas de fachada.
  • Foram cumpridos três mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina, com um empresário chinês foragido na China.
  • O esquema utilizava um grupo empresarial de distribuição de eletrônicos, redirecionando pagamentos e usando sócios de fachada com histórico criminal ligado a facções.
  • O Gaepp do MPSP obteve o bloqueio de até R$ 1,1 bilhão, com R$ 25 milhões em imóveis de luxo e outras aplicações já sequestrados.

A Operação Dark Trader, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, Ministério Público e Secretaria da Fazenda, resultou na prisão de duas pessoas e no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina. A ação visa desarticular um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 1,1 bilhão para o PCC em apenas sete meses, operado por uma máfia chinesa. Um empresário chinês, alvo de mandado de prisão, não foi detido por estar na China, enquanto um homem com histórico criminal e uma mulher articuladora foram presos.

A investigação revelou que a organização utilizava um complexo sistema de desvio de fluxo financeiro no mercado de eletrônicos, envolvendo um grupo empresarial de distribuição, e empresas de fachada para ocultar a origem ilícita dos recursos. A engenharia financeira criou uma grande discrepância entre o fluxo de caixa real e o patrimônio auditável das empresas, com pessoas com histórico criminal ligado a facções sendo usadas como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAEPP) conseguiu o bloqueio de até R$ 1,1 bilhão e já identificou R$ 25 milhões em bens como imóveis de luxo e veículos, visando a "asfixia financeira" das organizações criminosas. O delegado Fernando David ressaltou a participação direta do PCC, que atua como uma "plataforma de serviços" para aumentar lucros.

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