Rumble e Trump Media contestam pedido da AGU contra ação sobre Moraes
Empresas recorrem a ofício do governo brasileiro para tentar manter nos EUA processo contra ordens do ministro Alexandre de Moraes.
Pontos principais
- Rumble e Trump Media pediram à Justiça americana a rejeição do pedido da AGU para arquivar o processo contra o ministro Alexandre de Moraes.
- As empresas utilizam um ofício do governo brasileiro como argumento de que decisões judiciais nacionais não possuem efeito extraterritorial.
- A AGU defende que as decisões do STF são atos de Estado soberano e que o tribunal americano não possui jurisdição para revisá-las.
- A defesa das companhias alega que o ministro ignorou tratados de cooperação internacional ao enviar ordens diretamente às empresas.
As empresas Rumble e Trump Media apresentaram à Justiça dos Estados Unidos uma contestação ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para encerrar a ação movida contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes. O embate jurídico gira em torno da validade das ordens judiciais brasileiras em território americano. As companhias argumentam que o governo brasileiro já reconheceu, em documentos oficiais, a ausência de efeito extraterritorial de decisões nacionais, sustentando que Moraes teria contornado os tratados de cooperação jurídica internacional ao contatar diretamente as plataformas. Por outro lado, a AGU mantém a posição de que as determinações do STF são atos de um Estado soberano, o que impediria a revisão por tribunais estrangeiros. O caso, que também inclui um pedido para que o ministro seja julgado à revelia, coloca em xeque os limites da jurisdição brasileira sobre empresas de tecnologia sediadas nos EUA.
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