AGU pede intervenção em ação nos EUA contra ministro Alexandre de Moraes
A AGU busca extinguir processo movido pelo Rumble e Trump Media contra Moraes nos EUA, alegando imunidade de jurisdição e soberania nacional.
Pontos principais
- A AGU solicitou autorização judicial nos EUA para defender o ministro Alexandre de Moraes em ação movida pelo Rumble e pela Trump Media.
- O governo brasileiro argumenta que a ação fere a soberania nacional e a independência do Poder Judiciário.
- A estratégia da AGU é pedir a extinção do processo na Flórida com base no princípio da imunidade de jurisdição.
- A ação contesta ordens de remoção de conteúdo e suspensão de perfis, que as empresas alegam configurar censura.
- A Justiça americana autorizou a citação formal de Moraes por e-mail em maio de 2026, após o STJ negar o uso de carta rogatória.
- O órgão sustenta que agentes públicos brasileiros não podem ser alvos diretos do Judiciário de outros países sem o consentimento do Estado.
A Advocacia-Geral da União (AGU) oficializou o pedido de intervenção em um processo judicial que tramita nos Estados Unidos, movido pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O objetivo da instituição é atuar como representante dos interesses do Estado brasileiro, assegurando que as decisões do Judiciário nacional não sejam questionadas em tribunais estrangeiros. A AGU sustenta que o litígio fere a soberania nacional e a independência do Poder Judiciário, pleiteando a extinção da ação na Flórida com base no princípio da imunidade de jurisdição e na premissa de que agentes públicos brasileiros não podem ser alvos diretos de cortes estrangeiras sem o consentimento do Estado.
O caso, que contesta ordens de remoção de conteúdo e suspensão de perfis emitidas pelo ministro, ganhou novos contornos após a Justiça americana autorizar, em maio de 2026, a citação formal de Moraes por e-mail, medida tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o uso de carta rogatória para o procedimento. As empresas autoras da ação alegam que as determinações do STF configuram censura e violam a liberdade de expressão garantida pela Constituição dos EUA. O governo brasileiro mantém a posição de que atos jurisdicionais soberanos não podem ser submetidos ao escrutínio de cortes internacionais, aguardando agora a decisão do tribunal americano sobre o pedido de intervenção da AGU.
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