Empresas dos EUA se opõem a tarifas de 25% sobre produtos brasileiros
Mais de 40 entidades americanas contestam taxas sobre o Brasil, alertando para aumento de custos e riscos à estratégia comercial de Donald Trump.
Pontos principais
- O Itamaraty enviou contestação oficial ao USTR contra a possível imposição de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras.
- Empresas americanas afirmam que a medida encareceria insumos sem substitutos domésticos e elevaria a dependência de produtos chineses.
- A investigação do governo Trump abrange temas como o PIX, propriedade intelectual e políticas de combate ao desmatamento.
- A decisão final sobre a aplicação das tarifas pelo governo dos Estados Unidos está prevista para o dia 15 de julho.
O Itamaraty identificou 43 empresas e associações americanas que se posicionam contra a proposta de taxação de 25% sobre produtos brasileiros. Em resposta oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o governo brasileiro argumenta que a medida prejudicaria a própria economia americana, visto que muitos insumos importados do Brasil não possuem alternativas domésticas viáveis. Além do impacto inflacionário, as companhias alertam que a taxação poderia aumentar a dependência dos EUA em relação a insumos chineses, indo na contramão da estratégia comercial da gestão de Donald Trump. O processo segue em fase de audiências públicas para discutir questões como a regulação do PIX e o combate ao desmatamento, com a decisão final esperada para 15 de julho. O cenário ocorre em um momento de retração nas trocas comerciais entre os dois países.
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